A lei que proibiu o uso de celulares nas escolas públicas e privadas completou um ano e os resultados já são percebidos por alunos, professores e especialistas. A medida, adotada com o objetivo de reduzir distrações em sala de aula, trouxe avanços no rendimento escolar, na socialização entre os estudantes e até na rotina alimentar das crianças e adolescentes.
No entanto, com o início do recesso escolar, um novo desafio surge: manter, dentro de casa, os limites que funcionaram no ambiente escolar.
Desde a aprovação da lei, educadores relatam mudanças significativas no comportamento dos alunos. Sem o celular em mãos, os estudantes passaram a demonstrar maior atenção às atividades propostas, mais interação com colegas e melhor aproveitamento do tempo em sala de aula.
A redução do uso excessivo de telas também contribuiu para diminuir conflitos e fortalecer o convívio social no ambiente escolar.
Durante as férias, porém, muitos pais encontram dificuldades para manter regras semelhantes. A quebra da rotina e o maior tempo livre fazem com que o celular volte a ocupar espaço excessivo no dia a dia das crianças, o que preocupa especialistas da área da saúde mental.
A psicóloga Priscila Talevi explica que os benefícios observados nas escolas vão além do desempenho acadêmico. “Os resultados que foram obtidos com a retirada dos celulares nas escolas foi direcionada à questão cognitiva e social, ou seja, as crianças passaram a ter mais atenção nas atividades escolares, melhorou a concentração, elas passaram a interagir melhor umas com as outras, até mesmo em relação à alimentação, porque muitas vezes a criança está se alimentando e fazendo uso de tela e nem percebe o que está comendo.
É importante ter essa diretriz para ter essa reprodução em casa. Então, os pais que estão com suas crianças de férias em casa joguem com elas, jogos de tabuleiro, brincadeiras esportivas, jogar bola, atividades ao ar livre. Tudo isso ajuda, a criança fica menos ansiosa e traz um relaxamento, não só para as crianças como para os adultos”, afirmou a psicóloga.
Especialistas alertam que o uso excessivo de telas durante o recesso pode comprometer o desenvolvimento emocional e dificultar o retorno à rotina escolar. Por isso, a orientação é manter equilíbrio, estabelecer horários e incentivar atividades fora das telas.
Após um ano, o legado da lei vai além da escola e aponta para a importância do uso consciente da tecnologia também dentro de casa.
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