Nos últimos dois dias, a Polícia Civil de Roraima (PCRR) prendeu 14 pessoas por atraso no pagamento de pensão alimentícia em Roraima.
A ação, chamada Operação Elo Perdido, ocorreu em Boa Vista, Alto Alegre, Cantá e São Luís do Anauá, cumprindo mandados judiciais contra responsáveis que deixaram de sustentar seus filhos.
Dívidas somam mais de R$ 100 mil
Entre os detidos, 12 são homens e duas mulheres, com dívidas acumuladas superiores a R$ 100 mil. Um dos casos mais graves envolveu uma mãe que devia R$ 46 mil ao filho, cuja guarda o pai havia assumido.
Além disso, outro caso que destacou foi um pai que estava devendo R$ 42 mil.
Proteção aos direitos das crianças
A delegada Cândida Magalhães, diretora do DOPES, ressaltou que a operação vai além do cumprimento da lei: ela protege os direitos essenciais das crianças.
“Quando a pensão não é paga, a criança sente imediatamente: falta de alimentação, remédios e itens essenciais para o estudo. Cuidar dos filhos é um dever inadiável”, afirmou.
Procedimento das prisões
As equipes do DOPES e da Polinter, coordenadas pelo delegado Alexandre Matos, executaram os mandados.
Além disso, a PCRR explicou que a prisão civil só ocorre após esgotadas as tentativas de conciliação. Durante o cumprimento, a polícia libera os devedores que apresentam comprovante de quitação total da dívida.
Em resumo, ao todo, a polícia liberou 12 dos 14 presos, levando apenas dois à audiência de custódia.