Uma operação conjunta entre os Exércitos do Brasil e da Guiana resultou na prisão de 25 pessoas envolvidas com garimpo ilegal e crimes ambientais.
As detenções ocorreram na última quinta-feira (13), no lado guianense da fronteira, durante ações da Operação Curaretinga 27, coordenada pelo Comando Militar da Amazônia.
A Força de Defesa da Guiana (GDF) efetuou as prisões e comunicou o Exército brasileiro. Até o momento, não há confirmação de quantos detidos são cidadãos do Brasil.
Brasil acompanha situação dos detidos
Em nota divulgada nesta terça-feira (18), a 1ª Brigada de Infantaria de Selva informou que o Ministério das Relações Exteriores, por meio da embaixada brasileira em Georgetown, acompanha o caso.
O Itamaraty declarou que “tem ciência do caso e está averiguando”, mas ainda não detalhou eventuais procedimentos de assistência consular.
Ações coordenadas entre os dois países
Segundo a 1ª Brigada, a operação com o país vizinho ocorreu de forma “espelhada”, ou seja, simultaneamente nos territórios de ambos os países, com objetivos e diretrizes alinhados.
A estratégia buscou desarticular atividades ilícitas na região fronteiriça e impedir o deslocamento rápido de garimpeiros entre os dois lados da fronteira.
Balsas destruídas e prejuízo milionário ao garimpo ilegal
Entre os dias 10 e 14 de novembro, a Operação Curaretinga 27 destruiu nove balsas usadas na extração ilegal de ouro na Terra Indígena Raposa Serra do Sol.
Os militares também desarticularam 12 acampamentos que davam suporte às atividades dos garimpeiros.
Além disso, as equipes apreenderam:
- 78 m³ de madeira ilegal
- Um caminhão
- Dois tratores
- Duas motosserras
- Uma espingarda calibre 16
Em resumo, o total das apreensões e prejuízos ao crime ambiental foi estimado em R$ 19,9 milhões.