Um vídeo que circula nas redes sociais tem causado choque e indignação. As imagens mostram um jacaré em uma caixa d’água, supostamente devorando partes de um corpo humano.
O material foi associado ao Comando Vermelho (CV), que estaria usando os animais para tortura e ocultação de cadáveres de rivais no Rio de Janeiro.
Integrantes do comando vermelho usavam jacaré para torturar rivais e sumir com corpos pic.twitter.com/92YBWVfqzA
— Cristiano de Souza (@CristianoSouza) November 4, 2025
Polícia já havia apreendido jacaré com traficantes
Não é a primeira vez que um jacaré aparece vinculado à facção. Em julho deste ano, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu um filhote de jacaré na comunidade do Mandela, em Manguinhos, na zona norte da capital.
O animal era mantido como uma espécie de “mascote” por traficantes do CV.
A operação, realizada por agentes da 21ª DP (Bonsucesso) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), terminou com um suspeito morto e três feridos durante confronto armado.
Vídeo surge após megaoperação nos complexos
O vídeo do chamado “jacaré do tráfico” começou a se espalhar após a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, em 28 de outubro, considerada a mais letal da história do país.
A ação foi deflagrada para conter o avanço territorial do Comando Vermelho e cumprir mais de cem mandados de prisão.
A Polícia Civil ainda não confirmou se há investigação formal sobre o uso de répteis em práticas criminosas. Até o momento, nenhum inquérito específico foi aberto sobre o conteúdo das imagens.
Operação mais letal do Rio deixou 121 mortos
Segundo balanço das autoridades, 117 suspeitos e quatro policiais morreram durante os confrontos. As forças de segurança classificam o resultado como o mais violento já registrado em uma ação desse tipo.
Entre os mortos, 59 tinham mandados de prisão pendentes, 97 possuíam antecedentes criminais e 62 eram de outros estados, como Amazonas, Pará, Bahia e Goiás. A investigação ainda identificou dois estupradores e homicidas entre os mortos, ambos envolvidos em crimes brutais contra mulheres e agentes de segurança.