Na manhã de segunda-feira, 13 de outubro de 2025, os vereadores André Moreira e Dr. Edinho Fidelis protocolaram junto à Presidência da Câmara Municipal de Ji-Paraná-RO um Requerimento de Cassação de Mandato contra o vereador Willian Cândido (Republicanos), preso na última sexta-feira (10) após ser acusado de ato obsceno e importunação sexual em via pública.
O documento, acompanhado de cópia da ocorrência policial, baseia-se em denúncias de natureza sexual e em informações que apontam antecedentes de condutas semelhantes atribuídas ao parlamentar. O caso gerou forte repercussão na cidade e expôs mais um episódio de constrangimento para o Legislativo municipal.
Base legal do pedido
O pedido de cassação fundamenta-se nos seguintes dispositivos:
- Art. 7º, inciso III, do Decreto-Lei nº 201/1967, que trata dos crimes de responsabilidade de prefeitos e vereadores;
- Art. 16, inciso II, da Lei Orgânica do Município de Ji-Paraná;
- e Art. 20, inciso IV, do Regimento Interno da Câmara Municipal.
De acordo com o requerimento, o comportamento do vereador configura quebra de decoro parlamentar, uma vez que “atenta contra a dignidade do cargo e fere o respeito devido à sociedade ji-paranaense”.
Procedimento solicitado
O documento requer que a denúncia seja lida na próxima sessão ordinária e que o presidente da Câmara determine a instauração de processo de cassação, com a formação de uma Comissão Processante para apuração dos fatos. Caso o pedido seja acolhido pelo plenário, o vereador Willian Cândido poderá ser afastado preventivamente até a conclusão do processo disciplinar.
Repercussão
A prisão de Willian Cândido — que é membro de uma igreja evangélica e sempre utilizou o discurso moralista em suas falas públicas — causou indignação e constrangimento entre os parlamentares e a população. O caso ocorreu em uma rua residencial de Ji-Paraná, quando uma moradora acionou a Polícia Militar após flagrar o vereador cometendo ato obsceno em frente à sua casa.
Com o protocolo do pedido de cassação, o clima político na Câmara se tornou tenso, e lideranças locais já defendem uma postura rápida e transparente do Legislativo para preservar a imagem da instituição.
FONTE: Carlos Caldeira – DRT – 0002105/RO