VÍDEO: Facções em Rondônia: MPRO lidera operações que fortalecem o combate ao crime organizado

Redação Portal Norte

Entre fevereiro e agosto de 2025, o Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), realizou uma série de operações que reforçaram o enfrentamento às facções criminosas no estado.

No período, foram cumpridas 59 prisões e 57 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios rondonienses, nas operações Red Ignis, Rescaldo, Audácia VI e Escudo. Segundo o MP, essas ações integram o ciclo de investigações sobre os ataques que ocorreram no início do ano, em Porto Velho.

Foto: Reprodução internet/Whatsapp

Atuação integrada e resultados

O coordenador do GAECO, promotor de Justiça Anderson Batista, destacou que o trabalho tem sido contínuo e realizado em conjunto com as demais forças de segurança.

“O Ministério Público e demais forças de segurança mantêm o compromisso de atuar nas ações decorrentes desses grupos criminosos, sempre de forma coordenada e conjunta entre todos os órgãos envolvidos”, afirmou.

Batista também explicou que as quatro operações de 2025 representam uma etapa importante das investigações.

“Nós tivemos as operações Red Ignis, Rescaldo, Audácia VI e Escudo, que fecham o ciclo de apuração dos ataques de janeiro. Os executores estão todos processados e, em breve, será ofertada a denúncia das demais ações”, detalhou.

“O Ministério Público e as forças de segurança continuam trabalhando de forma sistemática e coordenada no enfrentamento às facções criminosas em Porto Velho e também em outras cidades do interior”, completou o promotor.

Foto: Reprodução internet/Whatsapp

Balanço das operações (fevereiro a agosto de 2025)

  • Red Ignis: 6 prisões | 13 mandados de busca
  • Rescaldo: 12 prisões | 4 mandados de busca
  • Audácia VI: 7 prisões | 17 mandados de busca
  • Escudo: 34 prisões | 23 mandados de busca

Ataques de janeiro marcaram início da ofensiva

Logo nos primeiros dias de 2025, Rondônia registrou uma série de ataques criminosos que chocaram a população. Em menos de três dias, mais de 20 ônibus foram incendiados, a maior parte em Porto Velho. Os atentados interromperam serviços públicos e ganharam repercussão nacional.

O empresário Remidio Monai, dono de uma empresa de transporte, relembra o momento de desespero vivido durante a madrugada do dia 15 de janeiro.

“Seis veículos da minha frota foram incendiados. Foi um prejuízo de mais de cinco milhões de reais. Em poucos minutos, vi em chamas todo o esforço de mais de 30 anos de trabalho”, contou.

Força-tarefa entre instituições

A ofensiva contra o crime organizado envolveu diferentes instituições do estado. Polícia Militar, Polícia Técnico-Científica, Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público atuaram em conjunto nas investigações e nas ações de inteligência que levaram às prisões.

O secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Felipe Vital, reforçou que a integração entre os órgãos foi essencial para o avanço das operações.

“Só temos que agradecer o total empenho e dedicação de todas as equipes envolvidas. As facções tentaram instaurar o medo, mas nossas ações deixaram claro que o crime organizado não terá espaço em Rondônia — e nós não vamos recuar”, afirmou.

Com o encerramento das investigações e novas denúncias em andamento, o Ministério Público de Rondônia reafirma seu papel na linha de frente do combate ao crime organizado, em parceria com as forças de segurança do estado.

Confira a reportagem:

Texto e autora da matéria: Jemima Queren/ TV Norte Rondônia.