O Corpo de Bombeiros de Roraima registrou 407 ataques de abelhas de janeiro a setembro de 2025, superando o total de 375 ocorrências de todo o ano de 2024, contabilizando um aumento de 8,5%.
Conforme o subtenente Messias Pinheiro, especialista em salvamento, os números devem continuar crescendo devido às queimadas no segundo semestre.
“Com as queimadas, muitas colmeias migram para áreas urbanas em busca de alimento e abrigo, aumentando o risco de ataques”, explica o subtenente.
Moradores relatam medo e precauções
Moradores de Boa Vista contam que a presença das abelhas tem gerado preocupação. Contudo, as autoridades recomendam evitar se aproximar das colmeias e não tentar afugentar ou capturar os insetos.
“Não recomendamos práticas improvisadas. Um movimento errado pode deixar o animal desorientado e provocar ataques”, alerta o subtenente Messias.
Reações alérgicas e atendimento médico
Em caso de suspeita de reação alérgica após uma ferroada, a orientação é procurar atendimento médico de emergência imediatamente.
“Se possível, vá por meios próprios ao hospital, pois algumas pessoas podem ter reações graves”, acrescenta Messias.
Abelhas e o equilíbrio do ecossistema
O apicultor Victório Jacob reforça que as abelhas são animais defensivos que protegem suas colmeias e contribuem para o equilíbrio do ecossistema.
“Elas só atacam quando sentem ameaça. O ideal é se afastar do local e não interferir no fluxo natural do animal”, afirma.
Além disso, o subtenente Messias ainda complementou a fala afirmando que a abelha não é perigosa quando respeitada, orientando que as pessoas protejam a colmeia e mantenham distância para evitar acidentes.