Um prestador de serviços denunciou ter sido vítima de abordagem violenta e racista durante um evento realizado no estacionamento do Shopping Capim Dourado, em Palmas, no Tocantins.
O jovem, identificado como Jean Costa Melo, afirma que foi imobilizado com um golpe de mata-leão e sofreu chutes e socos enquanto trabalhava no show privado.
O episódio teria ocorrido no início de setembro e vídeos publicados na internet mostram o rapaz sendo arrastado pelos seguranças, enquanto tentava se proteger. O trabalhador sofreu um corte no supercílio e outros ferimentos leves, segundo o próprio relato.
Em entrevista ao G1, Jean afirmou que acredita ter sido vítima de discriminação racial, destacando que não cometia nenhuma irregularidade e apenas desempenhava suas funções profissionais.
“A gente nunca imagina passar por algo assim, mas aconteceu comigo”, comentou.
Especialistas e repercussão
A presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB, Geany Dantas, destacou que a força aplicada na abordagem foi desproporcional e motivada por preconceito.
Ela ressaltou que Jean não resistia e estava de mãos levantadas, reforçando que não havia justificativa para a violência.
A empresa responsável pelo evento, Diversão e Entretenimento, negou que tenha ocorrido racismo e afirmou que o jovem não estava autorizado a trabalhar para eles. A administração do shopping confirmou que prestou apoio às equipes de segurança e está acompanhando a situação.
O caso foi registrado na Polícia Civil de Palmas na última sexta-feira (12). Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) não se pronunciou sobre o andamento das investigações.
Com informações do G1 Tocantins*