Lilith Cairú Abreu, cineasta indígena roraimense, representa o estado no I Festival LABmais, em Caxias do Sul (RS). A artista começou a produzir curtas-metragens de forma amadora ainda na adolescência e, atualmente, leva o nome de Roraima pelo Brasil.
Aos 17 anos, lançou sua primeira produção, iniciando uma trajetória marcada pela superação de barreiras sociais e culturais.
Em 2021, Lilith teve contato com o LABmais, laboratório de artes, mídias e tecnologias promovido pelo Sesc, onde pôde experimentar novas linguagens e acessar equipamentos profissionais.
Debate sobre cultura e trabalho
No Festival, ela participa do painel ‘Corre, mas corre pra onde? Sevirologia, formalização e os desafios do trabalho na cultura’, que discute caminhos para jovens superarem a informalidade e explorarem o potencial das profissões no setor cultural.
Conforme Lilith, vivenciar essa experiência permite com que seja possível encontrar coisas em comum nas diferenças.
“Estar vivenciando a LABmais, vindo lá de Roraima para o Rio Grande do Sul, está sendo incrível. É um espaço em que compartilhamos experiências, ouvimos relatos de outras pessoas e percebemos que há muita coisa em comum, mesmo com as diversas artes que cada um produz.”, afirmou a cineasta.
Produção e engajamento social
Até então, Lilith já produziu mais de 15 curtas-metragens, abordando temas como homofobia, identidade indígena, violência no trânsito e relações familiares.
Além disso, a cineasta atua como atriz, roteirista e editora, consolidando-se como uma referência na produção audiovisual independente da região Norte.
Perspectiva e futuro
Com a participação no LABmais, seu trabalho evidencia que, mesmo diante de desafios, a arte pode abrir caminhos e fortalecer identidades.