Roraima receberá 12 especialistas para atuar na rede pública de saúde pelo programa Agora Tem Especialistas, lançado pelo Ministério da Saúde. A iniciativa selecionou 501 profissionais em todo o país, que serão distribuídos em 212 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal.
No total, a região Norte contará com 66 médicos. O Pará receberá o maior número, 27, seguido pelo Amazonas, com 10.
Além disso, Rondônia contará com sete profissionais, enquanto Acre terá cinco, Tocantins três e Amapá dois. Por fim, Roraima contará com 12 especialistas para reduzir a carência em áreas estratégicas da assistência médica.
Interior ganha prioridade
Segundo o Ministério da Saúde, o programa contará com 67% dos médicos no atendimento do interior do Brasil em especialidades como cirurgia geral, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia.
Essa distribuição busca reduzir a necessidade de deslocamento da população para os grandes centros urbanos. Ademais, 20% dos profissionais vão atuar na Amazônia Legal e 9% em áreas de fronteira, o que inclui municípios roraimenses.
Primeira seleção de especialistas
Pela primeira vez, o SUS terá médicos especialistas, com média de 12 anos de experiência. No país, 75% atuarão em hospitais e 18% em ambulatórios. Entre os selecionados, 26% trabalharam até então apenas na rede privada e, pela primeira vez, atenderão pelo SUS.
Essa mudança contribui para ampliar o acesso à saúde pública, já que atualmente apenas 10% dos especialistas atuam exclusivamente no sistema público.
Os profissionais receberão uma bolsa-formação de até R$ 20 mil, conforme a vulnerabilidade da região onde vão atuar. E também participarão de cursos de aprimoramento em áreas estratégicas, com mentoria de hospitais de excelência vinculados ao Proadi-SUS e à Rede Ebserh.
Avanço para a saúde de Roraima
Com a chegada dos especialistas, a expectativa é que Roraima amplie a capacidade de atendimento, fortaleça o SUS no estado e reduza filas de espera por consultas e procedimentos.
O reforço é especialmente importante diante do alto fluxo de migrantes que chegam ao estado, o que aumenta a demanda por serviços de saúde.