Chegou ao fim no último domingo (20) a licença parlamentar do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Ele, que está nos Estados Unidos (EUA), passará a ter faltas contabilizadas, caso não justifique as ausências nas reuniões e sessões da Câmara dos Deputados.
Como o Congresso está em recesso, as ausências não justificadas de Eduardo serão contabilizadas somente a partir do mês que vem, quando os trabalhos da Casa retornam em 4 de agosto.
A licença de Eduardo não é prorrogável. Para não perder o mandato, um parlamentar não pode faltar mais de um terço das sessões da Câmara em um ano, conforme a Constituição Federal.
Ataques em simultâneo
Ainda ontem, o parlamentar afirmou que vai trabalhar para tirar o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube.
“Quando a gente fala que o visto foi só o começo, é porque o nosso objetivo será te tirar da corte. Você não é digno de estar no topo do poder Judiciário e eu tô disposto a me sacrificar para levar essa ação adiante”, disse.
Bolsonaro também ironizou a possibilidade de ser alvo de uma operação policial, sugerindo que Moraes convocasse até autoridades internacionais.
“Não gostou? Coloca o Trump junto aí na investigação. Coloca toda a nossa quadrilha aqui do Marco Rubio, etc. E manda a Interpol vir pegar a gente”, expressou.
No último dia 18, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que mandou suspender o visto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de seus aliados na Corte e de familiares próximos de todos eles.