Após dias de intensas chuvas, moradores da comunidade de Taboca, situada na zona rural do município de Cantá, voltam a denunciar estrada intrafegável.
Segundo relatos, o trecho está praticamente intransitável devido ao acúmulo de lama, que impede a passagem de veículos e dificulta o deslocamento de famílias.
Segundo os moradores, essa realidade não é novidade. Desde 2021, os moradores denunciam o estado precário da via, mas, até agora, as autoridades competentes não adotaram nenhuma medida eficaz.
A situação tem gerado revolta e sensação de abandono.
Denúncias antigas e poucas respostas
Moradores começaram a registrar queixas ainda em 2021, quando o período chuvoso já expunha a falta de infraestrutura adequada.
“Todo ano é a mesma coisa. A chuva chega, a estrada vira um lamaçal, e a gente fica isolado. Quem tem carro não consegue sair, e quem depende de transporte escolar ou ambulância fica sem atendimento”, afirmou um dos moradores, que preferiu não se identificar.
Impactos diretos na vida da população
O problema vai além da dificuldade de mobilidade. Muitos estudantes estão perdendo aulas por falta de transporte escolar. Além disso, o acesso a serviços de saúde, especialmente em casos de emergência, torna-se um risco.
Recuperação da estrada
A Secretaria de Infraestrutura (Seinf) de Roraima, em nota enviada em 2021, informou que havia um convênio firmado com a prefeitura de Cantá para a recuperação da estrada vicinal que dá acesso à comunidade de Taboca.
À época, o órgão justificou que, por conta do período chuvoso, não era possível executar as obras, mas prometeu realizar intervenções assim que as condições climáticas permitissem.
No entanto, mesmo após quatro anos, os moradores afirmam que a prefeitura não realizou nenhuma obra estrutural e que a situação continua crítica.
Em nota, a Seinf informou que concluiu o projeto técnico para a pavimentação de mais 20 quilômetros da via em questão.
Segundo a secretaria, o processo para contratação da empresa responsável pela obra será licitado ainda este ano, com previsão de emissão da ordem de serviço para o mês de novembro.
Ainda ressaltaram que o trecho atualmente sujeito a alagamentos será contemplado com aterros e dispositivos de drenagem, o que, segundo o órgão, resolverá de forma definitiva os problemas causados pelas chuvas na região.