A Urihi Associação Yanomami contestou, nesta quinta-feira (10), o número de ocupantes informado pela empresa responsável pelo helicóptero que caiu na última segunda-feira (7) em Roraima.
Enquanto a corporação afirma que havia cinco pessoas a bordo, a Urihi afirma que ao menos 12 passageiros estavam na aeronave. A associação alega que se baseia no relato dos sobreviventes.

A diferença entre os números informados pela empresa e os testemunhos das vítimas levantou preocupação nas comunidades indígenas e organizações de direitos humanos.
Comunidade Yanomami pede justiça e responsabilização
Diante da gravidade do caso, a mobilização entre os povos Yanomami tem aumentado. Líderes indígenas e parentes das vítimas exigem transparência nas investigações, apuração rigorosa dos fatos e responsabilização dos envolvidos.
Eles também pedem mais sensibilidade e respeito nas comunicações oficiais sobre o caso, para que não se apaguem ou omitam as vidas afetadas.
A Urihi reafirmou seu compromisso em colaborar com as autoridades e defendeu a necessidade de ações coordenadas e rápidas para garantir a verdade, a justiça e os direitos da população indígena.
Segundo a associação, o momento exige união entre os órgãos competentes, diálogo com as comunidades e responsabilidade ética por parte das empresas envolvidas.
Investigação continua em andamento
Até o momento, as autoridades não confirmaram oficialmente o número exato de pessoas a bordo. A Urihi finalizou sua nota enfatizando que continuará atenta ao desdobramento do caso e que manterá seu apoio às famílias afetadas.
A equipe do Portal Norte entrou em contato com a empresa para esclarecimento dos fatos, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.