O Boi Caprichoso finalizou a apresentação da segunda noite do Festival de Parintins 2025 com o ritual “Musudi Munduruku – a retomada dos espíritos”, neste sábado (28).
Por meio do extenso modo alegórico de Kennedy Prata, o Touro Negro da Amazônia trouxe o Pajé, Erick Beltrão, para comandar o ritual que defende a retomada das urnas funerárias do povo Munduruku, que foram levadas indevidamente para o Museu Nacional de Alta Floresta, no Mato Grosso.
O Pajé trouxe muita energia e um show pirotécnico para representar o clamor originário pelo respeito às tradições e às crenças dos povos indígenas. Foi o ato final da noite intitulada “retomada pela tradição”.
Junto do ritual indígena, os demais itens do Caprichoso mostraram como é brincar de boi na arena e proporcionaram um momento ímpar, de leveza e celebração do maior evento folclórico a céu aberto no mundo.

Festival de Parintins 2025
O Festival de Parintins 2025 tem três noites de espetáculo no Bumbódromo, em uma disputa ponto a ponto entre os bois Garantido e Caprichoso até domingo (29).
A ordem de apresentações já está definida e segue o tradicional revezamento entre as agremiações:
- Na sexta-feira (27), o Garantido abriu a arena;
- No sábado (28), é a vez do Caprichoso iniciar os trabalhos;
- No domingo (29), Caprichoso abre novamente, e o Garantido fecha a temporada.
As notas, que definem o boi campeão, ficam a cargo de uma comissão julgadora formada por 10 especialistas.
São nove jurados, divididos em três blocos — musical (A), cênico/coreográfico (B) e artístico (C) —, além de um presidente responsável por coordenar o julgamento. Ao todo, 21 itens são avaliados, conforme o regulamento oficial do festival.