A jovem Jully Gabriella Passos Mota, de 26 anos, foi indiciada pela Polícia Civil por matar o corredor José Francisco Gomes, conhecido como Ferrinho, de 49 anos, em um atropelamento.
Ela também foi responsabilizada por não prestar socorro às vítimas e por fugir do local do acidente. O inquérito foi concluído e divulgado na última quarta-feira (18).
Motorista embriagada é indiciada em Boa Vista
O acidente aconteceu no dia 29 de março, na região do Bom Intento, quando Ferrinho e outros corredores do grupo Runners Team treinavam na estrada.
A esposa dele e um casal de amigos, de 43 e 38 anos, também ficaram feridos. Conforme a polícia, Jully estava embriagada ao volante no momento da colisão.

Inicialmente, ela era investigada por homicídio doloso (quando há intenção de matar), mas a investigação concluiu que o caso é de homicídio com dolo eventual, ou seja, ela não quis matar, mas assumiu o risco ao dirigir depois de beber.
Depois do acidente, Jully disse que “não daria em nada” e esperaria o pagamento da fiança para ser liberada. Ela foi presa, mas solta no dia seguinte pela Justiça, sem precisar pagar fiança.
O acidente
No momento do acidente, Jully apresentava sinais claros de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro duas vezes. A perícia feita pela Polícia Civil ajudou a esclarecer a dinâmica do atropelamento.
As vítimas estavam fora da pista, usando a lateral da estrada, já que o local não tem acostamento. Testemunhas disseram que Jully dirigia em alta velocidade e de forma descontrolada.
Em abril, após a morte de Ferrinho, a defesa da motorista afirmou que o caso deveria servir de “alerta” para corredores evitarem treinar em rodovias, por causa do tráfego intenso e da falta de estrutura adequada.
Por fim, Ferrinho era engenheiro, dono de uma metalúrgica e pai de quatro filhos. Ele sofreu um forte impacto na cabeça, foi levado inconsciente para o Hospital Geral de Roraima, passou por cirurgia e ficou internado na UTI, mas não resistiu.