‘Grande retrocesso’, alerta doutora em ESG sobre mudanças na lei ambiental

Redação Portal Norte

A aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.159/2021, que propõe mudanças no sistema de licenciamento ambiental no Brasil, movimenta organizações ambientalistas que classificam a proposta como “PL da Devastação”.

O Greenpeace Brasil declarou, por meio das redes sociais, que a aprovação do projeto “fragiliza o licenciamento ambiental” e “pode abrir caminho para novos desastres”, citando exemplos como Brumadinho, Mariana e Cubatão.

Com o Grupo Norte de Comunicação, no quadro Amazônia 360, da Norte FM, a doutora em ESG, sigla em inglês que representa Ambiental, Social e Governança, Loredana Kotinski, afirmou que os avanços nesta pauta representam um “grande retrocesso”, quando se olha para a questão ambientalista sustentável.

“A grande questão é entender que é possível fazer desenvolvimento econômico sem degradar a natureza de forma irreversível, quando surgem desastres naturais e outros diversos problemas para a humanidade”, destacou.

Loredana Kotinski no quadro “Amazônia 360”. Foto: Arquivo/Grupo Norte de Comunicação

Foz do Amazonas

A exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas também foi assunto destaque com a especialista. Loredana expôs que existem fatores positivos e negativos. Para ela, em razão da área ser rica em petróleo, traz ganhos ao Brasil.

“Se o Brasil deixar isso para lá, ele pode perder espaço para a Guiana Inglesa, que vai explorar. Como está no subsolo, o respeito pela fronteira acontece só até certo ponto e isso faz com que o Brasil tenha fartura de petróleo muito grande, fazendo até com que talvez a importação pare, ajudando a reduzir preço de combustível”, explicou.

Ao mesmo tempo, o ponto negativo é detalhado pela biodiversidade. Loredana Kotinski disse que muitas são as espécies marinhas ameaçadas de extinção, além de moradores da região, como comunidades indígenas, sendo impactados.

“Para os ambientalistas, é uma exploração desnecessária no momento em que eles falam para a gente acabar com combustíveis de origem fóssil, que são aqueles exatamente vindos do petróleo”, disse.