Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não devem participar do ato em defesa da democracia marcada para esta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, em memória aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
A ausência das principais lideranças do Congresso repete um padrão adotado desde o início das celebrações oficiais e ocorre em meio ao desgaste na relação entre o Legislativo e o Executivo.
A tensão se agravou diante da expectativa de veto do presidente Lula (PT) ao projeto aprovado pelo Congresso que prevê anistia aos envolvidos na tentativa de golpe.
Apesar do cenário, Lula nega a existência de uma crise institucional com o Senado e afirma manter diálogo com Alcolumbre. Na Câmara, a ausência em cerimônias do tipo tornou-se recorrente.
Motta segue a postura de seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), que também não compareceu aos atos realizados em 2024 e 2025.
À CNN, ele afirmou que compromissos “pessoais e políticos” na Paraíba inviabilizam sua presença, mas destacou manter uma boa relação com o governo federal.
Diferentemente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto, o Congresso Nacional não organizou nenhuma solenidade própria para marcar a data em 2026.