‘Ele tinha medo de entrar na água’, diz pai de menino morto afogado após pescaria com padrasto no Amazonas

Redação Portal Norte

A morte de Samuel Rocha de Guima, de apenas 9 anos, tem causado muita dor e levantado sérias dúvidas na família.

O menino morava com a mãe e o padrasto no município de Santo Antônio do Içá (AM). No último domingo (18), ele saiu para pescar com o padrasto, mas não voltou com vida.

Segundo relatos, o padrasto afirmou que menino teria se afogado durante a pescaria no interior do Amazonas.

No entanto, o pai do garoto, Ismael Lopes, que mora em Manaus, não acredita nessa versão e faz um apelo emocionado: quer justiça e uma investigação profunda sobre a morte do filho.

“Não pude me despedir como ele merece”, lamenta a mãe

A rapidez no sepultamento e a ausência de exames periciais aumentaram ainda mais a dor da família. Fábiana Oliveira Rocha, mãe de Samuel, desabafou sobre o momento trágico.

“Meu filho foi levado para o hospital, mas lá não foi feita uma averiguação da morte dele, pois não tem médico legista em Santo Antônio. O médico simplesmente enrolou o rosto do meu filho com atadura e eu não pude me despedir como ele merece”, relatou à TV Norte Amazonas.

O corpo de Samuel foi enterrado logo após o suposto afogamento, sem que fosse realizada uma perícia para esclarecer a causa da morte.

Enterro de Samuel Rocha, de 9 anos – Foto: Arquivo pessoal/TV Norte Amazonas

“Meu filho tinha medo de entrar na água”, diz o pai

Para Ismael, a explicação de que Samuel se afogou não faz sentido. Ele destaca que o filho tinha pavor de entrar na água sozinho.

“O meu filho tinha muito medo de entrar na água sem supervisão. Até com a gente, que é de confiança, ele tinha medo. Além disso, o ambiente onde ele foi encontrado morto era super raso”, contou.

O pai relatou ainda que o corpo foi localizado cerca de uma hora após o desaparecimento, por volta das 19h, e, mesmo assim, foi enterrado sem nenhum exame técnico.

Samuel Rocha – Foto: Arquivo pessoal/TV Norte Amazonas

Família pede exumação e investigação

Diante de tantas dúvidas, a família agora pede que o corpo de menino, que supostamente morreu afogado, seja exumado e levado para a capital do Amazonas, onde possa passar por exames mais rigorosos e uma investigação completa sobre a verdadeira causa da morte.

“Eu quero só pedir que as autoridades de Manaus e Santo Antônio do Içá me ajudem com a exumação do corpo do meu filho, pois a família do pai e da mãe são todos de Manaus. É um sofrimento para a mãe sair do município sem levar o corpo do seu filho”, lamenta a mãe.

Enquanto aguarda uma resposta das autoridades, a família vive um luto marcado pela dor, pela saudade e pela inquietação: o que realmente aconteceu com Samuel?

Assista a entrevista completa no Tá Na Hora: