Em preparação para a COP30, que será sediada em Belém (PA) em 2025, o Governo Federal e a Caixa Econômica Federal anunciaram nesta terça-feira (2) uma série de medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, com foco na Região Norte.
A meta é cortar 52% das emissões de poluentes até 2030, aliando desenvolvimento social e preservação ambiental.
Governo Federal e Caixa lançam medidas para COP30
A principal novidade é a ativação do Fundo Socioambiental da Caixa, que destinará R$ 200 milhões a iniciativas de recuperação de áreas degradadas, transição energética e geração de emprego verde em toda a Amazônia Legal.

Parte dos recursos será aplicada no reflorestamento de áreas desmatadas e no apoio a comunidades tradicionais.
“É hora de voltar nossas atenções para a Região Norte, transformando a realidade social sem agredir o meio ambiente. Queremos manter o ecossistema em perfeito funcionamento, em harmonia com a sociedade”, afirmou Carlos Vieira, presidente da Caixa.
Benefícios para indígenas, ribeirinhos e agricultores familiares
O projeto inclui:
- Financiamento para povos indígenas e ribeirinhos em atividades sustentáveis;
- Apoio a produtores rurais na transição para práticas de baixo carbono;
- Geração de emprego e renda vinculada à economia verde.

“Vamos garantir melhor renda para agricultores e restaurar florestas, fortalecendo o papel da Amazônia na regulação do clima global”, destacou Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário.
COP30 como marco para resultados concretos
A iniciativa busca posicionar o Brasil como líder em ações climáticas antes da conferência da ONU. O plano abrange não apenas o Pará, mas todos os estados da Amazônia Legal, integrando políticas de combate ao desmatamento, energias renováveis e bioeconomia.
“Essa parceria fará com que o mundo perceba a importância da Amazônia para o planeta”, reforçou Vieira.