O debate sobre o projeto da anistia aos condenados do 8 de janeiro tenta entrar em discussão nesta terça-feira (1º). A oposição busca uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), através do líder do Partido Liberal (PL), Sóstenes Cavalcante (RJ).
A proposta é considerada a prioridade do grupo neste primeiro semestre. A bancada do PL e líderes que apoiam a medida querem convencer o presidente da Casa a pautar o requerimento de urgência do projeto.
“O Brasil terá uma reação que nunca ninguém viu neste país. Nós aqui na tribuna e na Câmara vamos fazer a devida justiça e vamos colocar mais de 300 votos pela anistia de todos os presos políticos do 8 de janeiro”, expressou Cavalcante.
O líder do PL se dirigiu aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com insatisfação sobre decisões referentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na última quarta-feira (26), Bolsonaro virou réu na Corte e demonstra receio de uma eventual prisão.
A aflição que o ex-presidente transparece também pode ser vista nos líderes.
“Se tomarem a decisão errada de quererem prender o nosso líder maior, o nosso presidente eterno Jair Bolsonaro, eles vão ver o que vai acontecer nesse país e verão o resultado das urnas em 2026. Aí é que a direita vai crescer”, disse Cavalcante.
Motta define
O presidente da Câmara, então, estabelece que quando o assunto for tratado, será com a “maior imparcialidade possível”. No entanto, a cobrança vem da sociedade também e não somente de deputados.
No último dia 21, durante evento do partido Republicanos, uma mulher, identificada como Teresa Vale, cobrou avanços na análise, tendo em vista o contexto de seu filho, João Lucas Vale Giffoni.
“Eu sou a mãe de um condenado político. Mulheres, socorro, sou mãe. Anistia!”, expressou.
Nesta manhã, o presidente afirmou que o dia de hoje será “puxado, de muitas discussões”, mas não detalhou o teor das conversas.
*Com informação de CNN