Se você deseja garantir sua restituição do Imposto de Renda 2025 o mais rápido possível, fique atento: a Receita Federal irá divulgar as regras ainda esta semana.
A previsão é que os detalhes sejam anunciados na quarta-feira (12). Já o prazo para envio da declaração deverá iniciar em 17 de março e se estender até 30 de maio, mantendo o padrão adotado nos últimos anos.
Quem entrega a declaração logo no início do prazo, sem erros ou omissões, tem maiores chances de entrar nos primeiros lotes de restituição. Em 2024, a Receita Federal recebeu 42,42 milhões de declarações dentro do prazo.
Quem tem prioridade na restituição do IR 2025?
A ordem de prioridade para o pagamento das restituições do Imposto de Renda segue os seguintes critérios:
- Idosos acima de 80 anos;
- Idosos entre 60 e 79 anos;
- Pessoas com deficiência física, mental ou doença grave;
- Profissionais cuja principal fonte de renda seja o magistério;
- Contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber via PIX.
A declaração pré-preenchida facilita o preenchimento, pois carrega automaticamente informações sobre rendimentos, bens, dívidas e deduções, reduzindo riscos de erro.
Possíveis mudanças no Imposto de Renda 2025
Apesar de a Receita Federal ainda não ter publicado as regras oficiais, uma mudança já pode ser prevista: o novo valor mínimo para a obrigatoriedade da declaração.
- Quem recebeu mais de R$ 33.704,00 em 2024 deverá declarar o IR em 2025;
- No ano anterior, o limite era de R$ 30.639,90.
Essa alteração ocorre devido à ampliação da faixa de isenção, que subiu para R$ 2.824 por mês, equivalente a dois salários mínimos.
Caso o contribuinte tenha tido imposto retido na fonte, mesmo que sua renda fique abaixo do limite, ele pode declarar para solicitar a restituição.
Como evitar a malha fina
Para evitar problemas com a Receita Federal, é essencial reunir a documentação necessária antes de preencher a declaração. No ano passado, 1,4 milhão de contribuintes caíram na malha fina, sendo que 71% deles tinham valores a restituir.
Os principais motivos para retenção foram:
- Deduções inconsistentes (57,4%), principalmente com despesas médicas;
- Rendimentos não declarados (27,8%);
- Divergências no Imposto Retido na Fonte (9,4%);
- Deduções de incentivo fiscal (2,7%);
- Rendimentos Recebidos Acumuladamente (1,6%);
- Erro na declaração do imposto pago durante o ano (1,1%).
*Com informações do portal g1.