Após manifestações a favor e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante sessão plenária da Câmara dos Deputados na última semana, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou novas regras de convivência no ambiente.

Motta assinou dois atos. O primeiro proíbe a entrada de banners e cartazes no Plenário Ulysses Guimarães e o segundo estabelece roupas adequadas para entrar no espaço.
“Parlamentares, assessores e pessoas que frequentam a Câmara não mais poderão entrar se não estiverem de acordo com o pautado no regimento interno da Casa”, disse.
Motta avaliou que a medida visa evitar novas confusões no local de trabalho.
“Nós seremos vigilantes para garantir que a Câmara seja palco do debate de ideias e que seja ele a divergência de posicionamentos expressadas sim pelos parlamentares, mas com respeito, cumprindo decoro parlamentar e liturgia. A baderna não tem lugar na Casa”, expressou.
Para a polarização, o diálogo
Ainda nesta semana, o presidente da Câmara, em conversa com jornalistas, afirmou que o melhor caminho para minimizar a polarização é o diálogo.
“Não há, para um momento político tão difícil como esse que estamos vivendo no país, outra ferramenta melhor do que o diálogo para que as soluções sejam encontradas”, assegurou.
Motta disse ainda que a defesa de preferência ideológica é irrelevante em comparação à discussão de melhorias para o Brasil.
“Nós precisamos discutir o Brasil real, discutir a segurança pública, a alta dos alimentos e a sustentabilidade. Enquanto presidente da Casa nós vamos focar para produzir positivamente, dialogando com o Senado Federal, com o Judiciário e com o Executivo, para que ao final, esses poderes todos remem no mesmo sentido, que é ver o nosso país se desenvolver com mais igualdade”, comentou.