O corpo do jovem Kaik Rener Marques Pereira, de 20 anos, sequestrado e morto por ser confundido com membro de uma facção após sair para trabalhar, foi encontrado na terça-feira (18), em Manaus. Os suspeitos foram presos no mesmo dia.
Conforme a delegada Marília Campelo, a vítima estava trabalhando com um tio em uma casa do Valparaíso, em Manaus. No entanto, assim que saiu do trabalho a caminho para casa, no dia 3 de dezembro de 2024, ele foi abordado por um grupo que fez diversas perguntas.
Além dos questionamentos, eles pegaram o celular do jovem. Os suspeitos viram que ele fez um sinal em uma foto e associaram o jovem como membro de uma facção criminosa rival.
Jovem morto foi confundido como membro de facção em Manaus
A delegada afirmou que o jovem foi condenado a morte por conta da fotografia. Eles levaram o jovem a pé em uma área de mata, onde foi torturado e morto a facadas.
O corpo foi jogado na reserva Adolpho Ducke, zona Norte de Manaus. Por conta da localização de difícil acesso e pela vasta área, a polícia enfrentou dificuldades parra encontrar o corpo.

Os suspeitos do envolvimento no assassinato do jovem, Fabiana Souza dos Santos, de 29 anos, e Miqueias Manrick Alves da Silva (Pulga), de 25 anos, foram presos na terça-feira.
Os suspeitos guiaram e levaram a polícia até o local onde o corpo do jovem foi jogado. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), sendo constatado a identificação de Kaik.
Kaik foi vítima da guerra entre as facções que dominam os rios da Amazônia.