Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária, órgão do Banco Central (BC), aumentou a taxa Selic, que é os juros básicos da economia, em 1 ponto percentual para 13,25% ao ano.
Essa mudança já era esperada pelo mercado financeiro, além da elevação do ponto ser anunciado desde dezembro durante uma reunião do Banco Central.
A Selic é considerada o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, que é registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No comunicado do Copom, as incertezas externas envolvendo, principalmente os Estados Unidos, faz com que dúvidas surjam em relação à postura do Federal Reverve, que faz o papel do Banco Central no país norte-americano. Além disso, a alta recendo do dólar e incerteza da economia global foram também motivos do aumento.
O texto informa que a economia do Brasil está aquecida, mas com os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) acima da meta de inflação, segundo a Agência Brasil.
“O comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes”, afirmou o comunicado.
A próxima reunião deve acontecer em março, momento em que a Copom afirmou um novo aumento na Selic de 1 ponto percentual.
“Para além da próxima reunião, o comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”, revelou.
Vale destacar que essa foi a quarta alta seguida da Selic e a comissão não informou novas previsões de aumento após março.
Esse aumento na Selic é a maior já registrada desde setembro de 2023, quando também atingiu 13,25% ao ano.