Os novos comandos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal serão definidos neste sábado (1). O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) aparece como favorito para a presidência da Câmara; já Davi Alcolumbre (PP-AP) é o preferido para assumir a cadeira no Senado.
Apesar de todas as articulações já indicarem a eleição dos favoritos, ambos os nomes enfrentarão adversários. Conheça os perfis e propostas a seguir.
Câmara
Hugo Motta (Republicanos-PB)
Motta assumiu uma cadeira na Câmara pela primeira vez em 2010, pelo partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Entre os candidatos, ele é o mais alinhado com o Partido dos Trabalhadores nas votações. No total, foram 91% das votações das quais participou desde o início do atual governo.
O republicano apresenta uma ideia de equilíbrio entre governo e oposição. “O Brasil precisa de união, de convergência de ideias e respeito à pluralidade. Vamos gerar crescimento, desenvolvimento com justiça social, sempre priorizando o diálogo”, comentou em seu perfil do Instagram.
Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ)
O psolista, que está em primeiro mandato, é vice-líder do governo Lula na casa.
Para ele, a não anistia para participantes dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, o debate sobre a transparência das emendas parlamentares, o combate a violência política na Câmara e a discussão de projetos mais populares são assuntos primordiais.
“Meu compromisso é garantir a democracia e impedir que golpistas tenham espaço. A Câmara deve servir ao povo, não a chantagens. Projetos precisam ser debatidos com justiça, sem travar o governo”, declarou nas redes sociais.
Marcel Van Hattem (Novo-RS)
O parlamentar tenta chegar à presidência da Câmara pela quarta vez consecutiva. Em nota à imprensa, ele declarou que surge como confronto ao centrão e a esquerda.
“Não estamos confortáveis com o fato de termos apenas duas candidaturas lançadas, uma do Centão e outra do PSOL. A oposição precisa ter uma opção, pois entendo que não podemos ficar nas mãos dos mesmos grupos que têm dominado a Câmara e o Senado há tantos anos”, disse.
Van Hattem diz ainda não perceber bem quais são as ideias a serem implementadas por Motta em caso de real vitória.
A candidatura se compromete com as pautas da oposição na Câmara, como, por exemplo, o impeachment de Lula, a anistia às vítimas do 8 de janeiro, a defesa das prerrogativas dos parlamentares e o combate ao abuso de autoridade.
Senado
Davi Alcolumbre (União-AP)
Alcolumbre foi eleito para o Senado pela primeira vez em 2014. Antes disso, passou pela Câmara dos Deputados, eleito em 2002, com permanência na casa por três mandatos.
Já tendo presidido o Senado entre 2019 e 2021, tenta retornar à cadeira. Sua trajetória, durante parte da pandemia e no governo Jair Bolsonaro (PL), foi marcada pelo fortalecimento do papel das emendas parlamentares no Congresso.
Eduardo Girão (União-CE)
Em primeiro mandato como senador, Girão defende pautas de peso para a direita do Brasil.
impeachment de ministros do STF, o fim do foro privilegiado e a anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro são as principais bandeiras.
O senador expressa que o Senado “há tempos não atende aos anseios legítimos dos brasileiros, parecendo estar mais interessado em servir de instrumentos para projetos de poder de uma ideologia específica”.
Soraya Thronicke (Podemos-MS)
Única mulher pleiteando o posto, Soraya Thronicke foi eleita pela primeira vez ao Senado em 2018. Em 2022, concorreu à Presidência da República.
A defesa das mulheres, o desincentivo aos jogos de aposta e a causa animal são algumas das defesas da senadora.
Quanto aos jogos de aposta, Thronicke foi designada relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets no Senado, que iniciará os trabalhos neste ano.
Marcos Pontes (PL-SP)
Desafiando o próprio partido, Pontes lançou candidatura independente e tem como bandeira de campanha a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Ele foi eleito senador em 2022.
Marcos do Val (Podemos-ES)
Do Val entra para a lista daqueles que do mesmo modo defendem a anistia para participantes dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e o impeachment contra ministros da Suprema Corte.