A família de Josefa Wakrodi Xerente, uma idosa de 78 anos, está revoltada após o enterro dela ser marcado por uma descoberta inusitada: o caixão chegou à aldeia Salto Kripre com o corpo da idosa junto a resíduos como ataduras, papelão e plástico bolha.
O incidente ocorreu a 12 km de Tocantínia, na região central do Tocantins.
Josefa faleceu no Hospital Regional de Miracema (TO) na madrugada da última quinta-feira (28) após ser internada com pneumonia e insuficiência respiratória.
O caixão com seu corpo foi entregue à família por volta das 14h do mesmo dia.
Tradição desrespeitada
A descoberta do lixo foi feita pelo clã responsável pelo sepultamento, que, conforme a tradição, abriu o caixão para lavar e preparar o corpo.
O genro da idosa, professor Valci Sinã, relatou a indignação da família com a falta de respeito da empresa, que presta serviço para o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).
Segundo ele, o caixão parecia estar perfeitamente lacrado por fora, mas por dentro estava cheio de lixo.
Respostas das autoridades
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) informou que acompanhou o caso, prestou assistência à família e repudiou o ocorrido.
O Ministério da Saúde, por meio do DSEI-TO, também se manifestou, garantindo que notificou a empresa responsável e que outras medidas administrativas e legais estão sendo tomadas.
Busca por esclarecimentos
O Portal Norte Tocantins (SBT) continua tentando contato com a funerária responsável pela preparação do corpo da indígena para obter um pronunciamento oficial sobre o ocorrido.