A capital tocantinense registrou uma queda de seis posições no Ranking do Saneamento 2025, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados.
Entre as 100 maiores cidades do país analisadas, Palmas recuou do 28º lugar em 2024 para a 34ª colocação neste ano.
Apesar da queda geral, Palmas mantém uma posição de destaque regional. A cidade continua à frente de todas as capitais da Região Norte, e ocupa o 17º lugar entre as 27 capitais brasileiras no levantamento.
O relatório aponta que a capital apresenta índices satisfatórios de abastecimento de água e cobertura de esgoto.
Palmas precisa aumentar tratamento de esgoto e investimentos
No entanto, para alcançar a universalização dos serviços até 2033, meta estabelecida pelo novo marco legal do saneamento, Palmas precisa aprimorar o volume de esgoto tratado e aumentar os investimentos anuais por habitante.
Cenário misto em Palmas
A recente análise do Ranking do Saneamento 2025 revela um cenário misto para Palmas. Apesar de ter um dos menores índices de perda de água na distribuição (29,36%) e por ligação (176,60 litros/dia) – superando as médias nacionais e capitais, a cidade enfrenta desafios cruciais.
Investimentos estão reduzidos
Os investimentos médios em saneamento, de R$ 182,11 por habitante nos últimos cinco anos, estão abaixo da recomendação federal de R$ 223,82 para universalização.
Além disso, as perdas no faturamento da distribuição de água aumentaram preocupantes 72,95% entre 2019 e 2023, indo contra a tendência nacional de redução.
Palmas lidera no norte, mas exige melhorias no saneamento
O levantamento do Ranking do Saneamento sublinha que, apesar dos bons indicadores de Palmas em comparação à média nacional e sua liderança na Região Norte, a cidade enfrenta desafios urgentes.
Para cumprir as metas de universalização até 2033, é crucial ampliar a coleta e o tratamento de esgoto, além de aprimorar a gestão eficiente da água.