Renda domiciliar no Tocantins cresce 11,7%, aponta pesquisa do IBGE

Redação Portal Norte

A renda domiciliar mensal por pessoa no Tocantins chegou a R$ 1.725 em 2024, o maior valor já registrado na história do estado desde o início da série do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. 

O dado foi divulgado nesta segunda-feira (26) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Na prática, isso significa que as famílias estão ganhando mais e que o dinheiro está circulando com mais intensidade no estado. 

Esse aumento pode refletir em melhorias nas condições de vida, mais consumo, acesso a serviços e investimentos em educação e saúde.

Com esse resultado, o Tocantins se torna o estado com maior renda domiciliar per capita entre todos da Região Norte e Nordeste do país, e o 13º no ranking nacional. Em relação a 2023, o crescimento foi de 11,72%.

Tocantins alcançou o maior valor desde o início da série histórica iniciada em 2012. – Foto: Seplan/Governo do Tocantins

De onde vem a renda dos tocantinenses?

Segundo o IBGE, 76,8% da renda no Tocantins em 2024 veio do trabalho. Outros 14,6% são de aposentadorias e pensões e 5,2% de programas sociais. 

Isso mostra que a maioria da população está empregada ou empreendendo, o que reforça a importância das políticas de geração de emprego e fomento à economia local.

A renda média entre os trabalhadores mais experientes também aumentou: pessoas entre 50 e 59 anos ganham em média R$ 3.493, seguidas pelas de 60 anos ou mais, com R$ 3.361. Já os mais jovens (14 a 17 anos) ganham R$ 1.152.

O que dizem as autoridades

Para o governador do Estado, Wanderlei Barbosa, os resultados mostram que o Tocantins está no caminho certo. “Nosso compromisso é continuar fomentando a geração de emprego e renda, bem como melhorar ainda mais a qualidade de vida em todas as regiões do estado”, afirmou.

Já o secretário de Planejamento e Orçamento, Sergislei de Moura, acredita que os números são reflexo das estratégias de incentivo ao setor produtivo e ao empreendedorismo.

“Seguiremos trabalhando para que os índices sejam cada vez mais positivos”, disse.

Desigualdade social

O índice de Gini, que mede a desigualdade de renda (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade), ficou em 0,477. 

Embora estável em relação a 2023, é o menor valor desde o início da série. O dado indica que a renda está um pouco mais bem distribuída entre a população.

Esse movimento é atribuído ao aumento da ocupação formal e informal, aos reajustes do salário-mínimo e ao pagamento de programas sociais como Bolsa Família e Auxílio Gás.