Usuários do sistema municipal de saúde em Rio Branco têm enfrentado uma série de dificuldades para acessar serviços básicos, como retirada de medicamentos, agendamento de exames e uso de equipamentos essenciais.
A situação tem gerado reclamações por parte da população, especialmente entre pacientes que dependem exclusivamente do atendimento público. Um vídeo gravado pela moradora Rebeca Paula chamou atenção ao expor o cenário de abandono e desorganização na rede.
Rebeca procurou atendimento na Unidade de Referência de Atenção Primária (URAP) Hidalgo de Lima, localizada no bairro Bahia Nova, e se deparou com a falta de farmacêutico disponível para liberar medicamentos.
Segundo ela, embora os remédios estivessem no estoque, não havia profissional habilitado para realizar a entrega, o que impediu que os pacientes recebessem seus tratamentos.
Conforme seu relato, apenas um farmacêutico estaria se revezando entre diversas unidades de saúde, o que compromete o atendimento e deixa a população sem previsibilidade.
“A gente tem que adivinhar onde o profissional está, porque não há qualquer organização ou informação clara para o paciente”, desabafou em vídeo publicado nas redes sociais.
Além da falta de medicamentos, ela também destacou o número reduzido de exames oferecidos, que chegam a ser apenas 15 fichas distribuídas diariamente, número insuficiente diante da alta demanda.
Outro problema é a ausência de glicosímetros, aparelho indispensável para o controle da diabete, que também está em falta nas unidades.
A paciente criticou ainda o contraste entre as promessas políticas e a realidade enfrentada pelos moradores.
“Inauguram prédios, cortam fitas, mas não colocam médicos, não abastecem as farmácias e não respeitam quem está na fila sofrendo”, afirmou. Para ela, o problema vai além da estrutura física e evidência a falta de gestão eficaz.