A família de Kailliny Cauana de Castro, de 16 anos, busca com urgência um doador de medula óssea compatível para salvar a vida da jovem. Em outubro de 2024, ela recebeu o diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda B, após ser internada para investigar um quadro persistente de anemia e febres.
A mãe da adolescente, Queiliane da Silva Cruz Castro, afirmou que muitas pessoas desconhecem o processo de doação de medula. Segundo ela, apenas tomou conhecimento sobre os procedimentos quando a filha precisou de um transplante.
Inicialmente, todos os familiares de primeiro grau passaram pelos testes de compatibilidade, incluindo os irmãos de Kailliny, um de 19 anos e outro de três.
No entanto, nenhum deles era compatível. Diante disso, a jovem foi cadastrada no banco de doadores, mas, até o momento, não encontrou um doador adequado. O caso foi divulgado pelo G1 Acre.

Campanha incentiva novos cadastros
Com o objetivo de ampliar as chances de encontrar um doador, a família lançou uma campanha para incentivar o cadastro no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância desse gesto, que pode salvar não apenas Kailliny, mas outras pessoas à espera de um transplante.
Os primeiros sinais da doença surgiram em junho do ano passado. A mãe relatou que a filha começou a sentir fortes dores de cabeça, algo incomum para ela, que nunca havia apresentado problemas de saúde.
Diante dos sintomas, Kailliny foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade do Povo, em Rio Branco, onde recebeu apenas soro e foi liberada sem a realização de exames.
Na época, a família chegou a suspeitar de leptospirose, pois a adolescente teve contato com animais. Após a insistência da mãe, uma médica solicitou exames, incluindo o de leptospirose.
Durante os atendimentos, foi constatada uma anemia grave, e Kailliny precisou ser internada.

Diagnóstico e luta contra a leucemia
Após a internação, os médicos investigaram a causa da anemia e confirmaram a leucemia. A família recebeu explicações sobre o tratamento e a possibilidade de um transplante de medula.
Com o diagnóstico, a mãe decidiu deixar o emprego em um supermercado para se dedicar integralmente aos cuidados da filha.
“No outro dia ela foi transferida para a Fundação. Eu fui ficar com ela e um médico chegou e disse que ia fazer exames mais aprofundados porque os outros que tinham feito, não tinham dado nada. O exame de leptospirose ia demorar 12 dias e avisei pro médico sobre a suspeita. Ele fez um exame rápido com uma lâmina e já disse que ela estava com leucemia”, disse.
Kailliny passou por sessões de quimioterapia. A primeira não teve o efeito esperado, mas a segunda conseguiu reduzir a presença da doença, permitindo que a adolescente entrasse em remissão, condição essencial para a realização do transplante.

Alto custo do tratamento
Na última quinta-feira (13), um novo exame indicou a volta da leucemia. De acordo com relatório médico do Hospital do Câncer, assinado pelo hematologista André David Marques Alexandre, Kailliny passou por todas as quimioterapias disponíveis pelo SUS, mas sem sucesso.
Como alternativa, foi sugerida uma terapia com o medicamento blinatumomabe, que custa entre R$ 18 mil e R$ 20 mil e não é fornecido pelo sistema público de saúde.
Outra possibilidade seria a transferência da adolescente para um hospital de outro estado, onde poderia receber um tratamento avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão. No entanto, a família precisaria recorrer à Justiça para garantir o custeio da terapia.
Diante da situação, os familiares pedem apoio jurídico e financeiro. Quem puder ajudar pode entrar em contato pelo telefone (68) 99218-6808, que também funciona como WhatsApp.
Quem pode se cadastrar como doador?
Para se tornar um doador de medula óssea, é necessário:
- Ter entre 18 e 35 anos (o cadastro permanece válido até os 60 anos);
- Apresentar um documento oficial com foto;
- Estar em boas condições de saúde;
- Não possuir doenças que impeçam a doação.
Fonte: G1 Acre.