Casa de Governo apreende 300 kg de mantimentos em Mucajaí durante operação contra garimpo ilegal na Terra Yanomami

Redação Portal Norte

No domingo (24), equipes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), coordenadas pela Casa de Governo e com apoio da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), patrulharam a Terra Yanomami, em Roraima, e apreenderam 300 kg de mantimentos para cessar o abastecimento do garimpo ilegal.

As fiscalizações ocorreram em Mucajaí nos entornos de Samaúma e Campos Novos, áreas conhecidas como corredores clandestinos de suprimentos para a mineração ilegal.

Durante a ação, as equipes apreenderam 300 kg de mantimentos e 700 litros de combustível. Além disso, também foram encontradas peças de maquinário, bombas e ferramentas dos garimpeiros.

As equipes identificam uma logística estruturada

Os materiais estavam organizados em um depósito clandestino e marcados com apelidos, revelando uma rede logística estruturada para abastecer as frentes ilegais.

Próximo ao local, a fiscalização encontrou uma pista possivelmente usada para apoio aéreo, ampliando o alcance da operação de abastecimento na Terra Yanomami.

A equipe encaminhou todo o material à Polícia Federal em Boa Vista. As autoridades enviarão os mantimentos ao projeto Polícia Militar Mirim de Mucajaí e doarão o combustível à Funai para uso na Terra Indígena.

Bloqueio de rotas e reforço no policiamento

Em Samaúma, a presença das equipes bloqueou uma das principais rotas dos garimpeiros, dificultando o transporte de suprimentos, peças e combustível.

Enquanto isso, em Boa Vista, a FNSP intensificou o policiamento urbano, ampliando a presença do Estado na capital de Roraima.

Resultados das ações da Casa de Governo

Em suma, a operação faz parte do esforço do Governo Federal para enfraquecer a logística do garimpo e apoiar as equipes de proteção territorial e de saúde na Terra Yanomami.

Desde fevereiro de 2024, a Casa de Governo realizou mais de 6.400 ações contra a mineração ilegal, apreendendo centenas de máquinas e armas e destruindo estruturas clandestinas, gerando prejuízos superiores a R$ 477 milhões.