Estudante de medicina é preso em flagrante por armazenar pornografia infantil em Boa Vista

Redação Portal Norte

Um estudante de medicina de 26 anos, Jamil Calderaro Casseb, foi preso em flagrante durante uma operação da Polícia Civil contra um esquema de abuso sexual de crianças e adolescentes.

A ação aconteceu na sexta-feira (23) nas cidades de Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Frutal (MG). No entanto, no sábado (24), o jovem foi liberado durante a audiência de custódia.

O principal alvo da operação, Djavan Vitor Barbosa da Silva, de Minas Gerais, não foi localizado e está foragido.

O homem é investigado por crimes como estupro de vulnerável, armazenamento de pornografia infantil, extorsão, falsidade ideológica e invasão de dispositivos eletrônicos.

Estudante de medicina é preso em Boa Vista

Durante a busca na casa de Jamil, a polícia encontrou vídeos de pornografia infantil em seu celular e notebook.

Por isso, ele foi preso em flagrante por armazenar material com cenas de exploração sexual de menores. Na delegacia, Jamil optou por permanecer em silêncio, acompanhado por um advogado.

Estudante de medicina é preso em Boa Vista – Foto: Divulgação/PC-RR.

Ele é aluno da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e também estaria cumprindo estágio obrigatório na Maternidade Nossa Senhora de Nazareth.

Procurada pelo Portal Norte, a UFRR informou que, até o momento, não recebeu nenhuma notificação ou comunicado oficial da Polícia Civil ou de outras autoridades competentes sobre a aplicação de medidas restritivas contra o acusado.

Portanto, ele continua regularmente matriculado e apto a frequentar as aulas.

Ademais, a operação foi coordenada pelo delegado Matheus Rezende, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, com apoio de setores especializados em crimes cibernéticos.

Jovem foi solto após prisão

Após a prisão, o estudante de medicina foi liberado durante a audiência de custódia. Ao Portal Norte, a Polícia Civil de Roraima (PC-RR) informou que a investigação está em andamento, sob responsabilidade da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

Ainda segundo as autoridades, os materiais apreendidos foram encaminhados para perícia. Somente após a conclusão do laudo técnico será possível confirmar se o investigado tinha envolvimento em redes de compartilhamento, bem como identificar, com precisão, a origem do conteúdo.

Investigações

A ação foi resultado de uma investigação de cinco meses, que identificou Jamil, Djavan e outros dois suspeitos. Todos são acusados de armazenar pornografia infantil.

De acordo com o delegado, Djavan contatava as vítimas por redes sociais, ganhava sua confiança e depois as ameaçava, exigindo dinheiro para não divulgar imagens íntimas.

Além disso, em alguns casos, ele invadia os perfis das vítimas e enganava familiares, pedindo dinheiro em nome delas. Um dos casos envolveu uma adolescente de 14 anos.

Djavan a pressionou a mentir para os pais, dizendo que o dinheiro era para comprar um livro virtual. Posteriormente, a família descobriu o esquema e procurou a polícia.

Apreensões e apoio interinstitucional

Os mandados de busca foram cumpridos nos três estados, com apreensão de celulares, computadores e documentos.

Por fim, a operação contou com o apoio das polícias civis de Minas Gerais e do Amazonas e faz parte da Operação Caminhos Seguros, do Ministério da Justiça. A investigação continua em andamento.