A Polícia encontrou mais quatro corpos no cemitério clandestino de Boa Vista nesta quarta-feira (22). Até o momento, as equipes localizaram nove corpos.
As vítimas, ainda não identificadas, estavam dentro de uma manilha de concreto de esgoto vedada, em uma área de mata de difícil acesso.
De acordo com o delegado Wesley Costa de Oliveira, titular da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco), a identidade das vítimas e as circunstâncias do crime ainda são desconhecidas.
“Localizamos mais estes corpos, que estão esqueletizados. O local em que estavam é difícil para o acesso das equipes. No entanto, estamos empenhados neste trabalho agora, e as equipes vão continuar com as diligências e a varredura no local para verificar a possibilidade de localizarmos outros corpos. As investigações seguem em andamento para elucidar os fatos e responsabilizar os envolvidos”, destacou o delegado.
Para acessar os corpos, foi necessário o uso de máquinas de escavação. As buscas iniciaram na segunda-feira (20), encontrando outros cinco corpos na mesma área de mata entre o bairro Pricumã e Cinturão Verde.
O Instituto de Medicina Legal (IML) removeu os quatro corpos, que estavam em avançado estado de decomposição, do local. Os peritos realizarão exames para determinar a causa das mortes e identificar as vítimas.
As investigações continuam, com foco em identificar possíveis outros corpos na região e esclarecer os fatos relacionados ao caso.
Relembre descoberta de cemitério clandestino
Os primeiros corpos foram encontrados na última segunda-feira (20). As investigações tiveram início quando a PM-RR abordou um homem de 29 anos, olheiro de uma facção venezuelana chamada “Trem de Arágua”, que estava fugindo no bairro Pricumã.
Durante a fuga, moradores o contiveram ao suspeitarem que ele estava invadindo residências para roubo. No entanto, o homem relatou estar fugindo de dois membros da facção.
Além disso, na abordagem, o suspeito contou aos agentes que os suspeitos da facção sequestraram sua família e o ameaçavam de morte.
O delegado Luiz Fernando afirmou que o homem testemunhou vários homicídios e presenciou o momento em que enterraram os corpos. O venezuelano ajudou as autoridades a localizarem o corpo.
O homem abordado denunciou dois homens como membros da facção responsáveis pelas mortes no bairro. A facção venezuelana, conhecida por “Trem de Arágua” estaria usando o terreno como cemitério para adversários.
Por fim, após colaborar com a polícia, os agentes orientaram o suspeito a permanecer próximo a uma delegacia para garantir sua segurança.