Rondônia vem enfrentando dias consecutivos de chuva intensa, e a sensação de que o céu não dá trégua tem explicação. O estado está sob a influência direta da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), um fenômeno meteorológico responsável pela formação de um corredor de umidade que favorece a concentração de nuvens carregadas e a ocorrência de temporais em grande parte do território rondoniense.
De acordo com o meteorologista Luiz Alves, a ZCAS atua como um sistema que canaliza umidade da região amazônica em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste do país, mas seus efeitos são sentidos de forma intensa em Rondônia. A presença desse corredor de umidade mantém o tempo instável, com alternância entre períodos de sol forte e pancadas de chuva volumosas ao longo do dia.
O padrão observado tem sido típico do chamado inverno amazônico. As manhãs costumam começar com sol e forte sensação de abafamento, conhecida popularmente como mormaço. Com o avanço das horas, o calor aliado à elevada umidade do ar favorece a formação de nuvens carregadas, que rapidamente provocam chuvas intensas em curto espaço de tempo.
Em todo o estado, a previsão aponta para pancadas de chuva a qualquer momento do dia, acompanhadas de ventos fortes, trovoadas e, em alguns pontos, volumes elevados de precipitação. Esse cenário aumenta o risco de transtornos, como alagamentos em áreas urbanas, quedas de árvores e dificuldades no tráfego.
Segundo os meteorologistas, não há previsão de enfraquecimento imediato do sistema. O corredor de umidade deve permanecer ativo nos próximos dias, mantendo o tempo instável em Rondônia.
A orientação é que a população fique atenta aos alertas meteorológicos, evite áreas de risco durante temporais e mantenha o guarda-chuva sempre à mão. A Defesa Civil também reforça a importância de cuidados redobrados em períodos de chuva intensa, especialmente em regiões mais vulneráveis.
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