VÍDEO: Porto Velho mantém estrutura de acolhimento e atende quase 150 migrantes na Casa de Passagem Esperança

Redação Portal Norte

Diante do fluxo crescente de migrantes e refugiados estrangeiros em situação de vulnerabilidade, Porto Velho mantém uma estrutura específica voltada ao acolhimento social dessa população. A política municipal busca oferecer suporte humanitário e condições mínimas de dignidade para pessoas que chegam à capital em busca de segurança e melhores oportunidades de vida, muitas vezes após enfrentar crises econômicas, sociais e humanitárias em seus países de origem.

O atendimento aos migrantes e refugiados é coordenado pela Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social, a Semias, em parceria com organizações da sociedade civil. A iniciativa envolve abrigo temporário, acompanhamento psicossocial e encaminhamento para regularização documental, qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho.

Um dos principais pontos dessa rede de acolhimento é a Casa de Passagem Esperança, localizada na zona Leste de Porto Velho. O espaço funciona como abrigo temporário para migrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade social, com capacidade para atender até 50 pessoas simultaneamente. A estrutura conta com dormitórios coletivos, banheiros, áreas de convivência e oferta de alimentação diária.

O acolhimento é realizado de forma rotativa e segue critérios técnicos definidos pelas equipes sociais responsáveis pelo serviço. O projeto é executado por meio de termo de fomento, com investimento superior a dois milhões e quatrocentos mil reais. Cada pessoa acolhida passa por atendimento psicossocial e recebe um plano individual de atendimento, no qual são estabelecidos prazos e metas durante o período de permanência no abrigo.

Além do abrigo, os migrantes recebem apoio para a regularização de documentos, acesso a cursos de qualificação profissional e encaminhamento para oportunidades de trabalho. Entre as ações ofertadas estão aulas de língua portuguesa e capacitações voltadas para áreas como a construção civil, ampliando as chances de autonomia e integração social.

Entre os meses de setembro e novembro, quase 150 migrantes passaram pela Casa de Passagem Esperança. Os dados apontam uma média mensal de aproximadamente 49 atendimentos, o que evidencia a demanda constante por esse tipo de serviço na capital.

Para muitos, o local representa mais do que um espaço de acolhida temporária, sendo o primeiro contato com uma rede de apoio após deixar o país de origem. É o caso do venezuelano Raul Figueira, que chegou a Porto Velho há cerca de duas semanas trazendo poucos pertences, mas muitas expectativas de recomeço.

Veja a reportagem: