A coleta de lixo em Porto Velho se tornou motivo de revolta entre os moradores nas últimas semanas. Um impasse judicial entre empresas responsáveis pelo serviço de limpeza urbana deixou diversos pontos da cidade tomados por resíduos e mau cheiro.
Desde o fim de outubro, quando o contrato com a empresa Ecorondônia (antiga Marquise Ambiental) foi suspenso e uma nova prestadora assumiu o serviço em caráter emergencial, o cenário tem sido de acúmulo de lixo e reclamações em praticamente todos os bairros.
A nova contratada, o Consórcio EcoPVH, enfrenta dificuldades para atender toda a capital. Segundo moradores, a frota de caminhões é insuficiente para cobrir mais de 70 bairros, e em várias regiões periféricas o serviço simplesmente não chega. O resultado é o acúmulo de resíduos nas ruas, calçadas e praças, comprometendo a limpeza e a saúde pública.
Diante das falhas, a Prefeitura de Porto Velho anunciou a aplicação de uma multa no valor de R$ 753.717,33 ao Consórcio EcoPVH por inexecução parcial do contrato. O relatório técnico elaborado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) aponta dezenas de ocorrências registradas em diferentes regiões da cidade.
A administração municipal afirma que segue todas as determinações judiciais e já notificou a empresa para apresentar um Plano de Ação Corretiva que restabeleça o cronograma de coleta. A penalidade está amparada na Lei Federal nº 14.133/2021, que prevê multa diária de até 0,5% do valor total do contrato.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, publicou um vídeo nas redes sociais pedindo que a população denuncie eventuais falhas no serviço. “Se o caminhão não estiver passando na sua rua, envie mensagem com o nome do bairro e da rua para o número (69) 98473-2922. Estamos acompanhando e tomando todas as medidas cabíveis para garantir que a população não seja prejudicada”, afirmou.
Nesta segunda-feira (10), será realizada uma reunião na Prefeitura com representantes e responsáveis pelas empresas que estão à frente da coleta de lixo na capital, com o objetivo de solucionar os transtornos causados em Porto Velho.
Confira a reportagem: