Pacientes reclamam da demora no atendimento na Policlínica Drª Ana Adelaide, uma das principais unidades de urgência e emergência de Porto Velho. A espera prolongada tem gerado insatisfação entre os usuários, que relatam longas horas aguardando por atendimento médico.
De acordo com a direção da unidade, o alto número de pacientes tem relação direta com a procura por casos de baixa complexidade, que poderiam ser resolvidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
A superlotação acaba sobrecarregando o serviço e provocando filas, já que o pronto-atendimento segue o Protocolo de Classificação de Risco de Manchester, sistema adotado em todo o país para priorizar pacientes conforme a gravidade dos sintomas.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os pacientes classificados como azul ou verde, que apresentam sintomas leves como febre, dor de cabeça ou tosse, devem procurar as UBS, onde o atendimento é direcionado para consultas com clínico geral ou especialistas. Já a Policlínica Ana Adelaide deve concentrar os atendimentos de urgência e emergência, como acidentes e casos clínicos graves.
A Prefeitura informou ainda que a unidade conta com quatro médicos plantonistas e um preceptor por turno, garantindo funcionamento 24 horas. No entanto, o grande número de pessoas em busca de atendimento de baixa complexidade compromete o fluxo de atendimento e aumenta o tempo de espera.
Mesmo com a orientação para que os casos leves sejam encaminhados às UBS, a Policlínica continua sendo procurada por grande parte da população, o que evidencia a necessidade de reforço na atenção básica e ampliação do acesso à saúde pública em Porto Velho.
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