A Comissão Organizadora do Festival Folclórico Duelo na Fronteira, em Guajará-Mirim, anunciou o adiamento da edição 2025 para o mês de novembro. A decisão foi tomada em consenso entre os representantes dos bois-bumbás Flor do Campo e Malhadinho, com o objetivo de garantir mais tempo para o planejamento e a realização do evento com a qualidade e o brilho característicos da maior manifestação cultural de Rondônia.
Inicialmente previsto para ocorrer em outubro, o festival agora será realizado entre os dias 12 e 17 de novembro. A mudança foi oficializada em um ofício encaminhado à Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) e discutida durante reunião com os presidentes das agremiações. Segundo os organizadores, o adiamento é necessário para assegurar melhores condições de trabalho, estrutura adequada e viabilização de recursos financeiros para os grupos folclóricos.
O secretário da Sejucel, Paulo Higo Ferreira, destacou que a decisão reforça o protagonismo dos bois. “Os verdadeiros artistas do Duelo na Fronteira são os integrantes das agremiações Flor do Campo e Malhadinho. Sem eles, não existe festival. O adiamento é essencial para manter a força cultural do evento e fomentar o turismo e a economia de Guajará-Mirim”, afirmou.
Além de preservar o simbolismo do folclore amazônico, o novo cronograma busca garantir uma experiência completa ao público, com apresentações, shows regionais e intercâmbio cultural com a Bolívia.
Cronograma oficial do Festival Duelo na Fronteira 2025:
• 12 e 13 de novembro: ensaios técnicos das agremiações;
• 14 de novembro: apresentações culturais da Bolívia, Boi Mirim, primeiro boi sorteado e show regional;
• 15 de novembro: apresentações culturais da Bolívia, Boi Mirim, segundo boi sorteado e show regional;
• 16 de novembro: o tradicional Duelo entre Flor do Campo e Malhadinho;
• 17 de novembro: apuração das notas e show de encerramento.
O Festival Duelo na Fronteira é um dos eventos mais aguardados do calendário cultural rondoniense, reunindo arte, tradição e a energia contagiante dos bois-bumbás que movimentam a fronteira entre Brasil e Bolívia.