VÍDEO: Moradores de Extrema denunciam abandono e descaso do poder público

Redação Portal Norte

O distrito de Extrema, localizado na região da Ponta do Abunã, em Porto Velho (RO), abriga cerca de 15 mil moradores que convivem diariamente com o abandono e a falta de investimentos do poder público. A comunidade, apesar de seu tamanho e importância econômica, segue isolada e sem acesso a serviços essenciais.

Um dos principais problemas enfrentados pelos moradores é a ausência de sinal de telefonia celular, o que compromete a comunicação, o acesso a informações e o socorro em casos de emergência. “Aqui, se alguém passa mal, é um desafio até conseguir pedir ajuda”, relatam moradores indignados com a situação.

A unidade de saúde local, embora conte com estrutura física e aparelhos de ar-condicionado, funciona de forma precária. Faltam profissionais como dentista, enfermeiros e médicos suficientes, o que deixa a população desassistida. Segundo relatos, o atendimento é limitado e, em muitos casos, os pacientes precisam se deslocar até Porto Velho ou Humaitá (AM) para receber cuidados adequados.

Na educação e no lazer, o cenário é igualmente preocupante. A quadra e o ginásio poliesportivo, que deveriam servir como espaços de integração e aprendizado para crianças e jovens, estão abandonados, cobertos pelo mato e sem manutenção. A estrutura, que poderia ser um ponto de encontro comunitário, tornou-se símbolo da omissão e do descaso das autoridades.

Outra situação alarmante é a falta de iluminação pública em uma das principais vias de acesso à escola do distrito. O risco é constante, especialmente no período noturno, agravado pela proximidade de um córrego onde jacarés já foram avistados. O perigo afeta alunos, pais e trabalhadores que precisam circular pela região.

A infraestrutura das ruas também está em estado crítico. No verão, a poeira domina o ambiente; no inverno amazônico, o lamaçal e os buracos dificultam o transporte escolar e a mobilidade da população. Caminhar ou dirigir por Extrema tornou-se um desafio diário. Entre poeira, lama e promessas não cumpridas, o povo de Extrema resiste, mas cobra atenção.

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