Nesta quinta-feira (2), Porto Velho comemora 111 anos de criação e a festa promete movimentar a capital rondoniense até o próximo domingo (5). A programação, gratuita e aberta ao público, reúne atrações musicais, esportivas, religiosas e culturais, transformando o centro histórico em um grande palco a céu aberto.
O ponto alto das comemorações será o show da cantora Joelma, que acontece hoje à noite, na avenida Farquar, em frente ao icônico Prédio do Relógio. O evento contará ainda com apresentações de artistas locais, exposição de carros antigos e o tradicional bolo “macetão” de 111 metros, que deve servir cerca de 30 mil pessoas.

Além da festa popular, a programação contempla o hasteamento da bandeira, inauguração da revitalizada Praça Jonathas Pedrosa — a primeira construída na cidade —, corrida solidária e o retorno da histórica Locomotiva 18 da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), que volta a circular durante as celebrações.

Outra novidade é o Beiradão Cultural, marcado para o dia 3 de outubro. Inspirado na “Virada Cultural”, o evento terá 12 horas ininterruptas de música, reunindo artistas de diferentes estilos e prolongando a festa até o amanhecer do dia seguinte.
Mais de 70 pessoas estão envolvidas na produção do bolo, que será montado diretamente no local da festa. No dia do corte, cerca de 300 colaboradores ficarão responsáveis por servir as fatias ao público.

História e raízes de Porto Velho
Fundada oficialmente em 2 de outubro de 1914, pela Lei nº 757, sancionada pelo então governador do Amazonas, Jonathas de Freitas Pedrosa, Porto Velho nasceu às margens do rio Madeira, impulsionada pela construção da lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (1907–1912).
O município foi instalado em janeiro de 1915, sob a administração do major Fernando Guapindaia de Souza Brejense. Sua origem está diretamente ligada à chegada de milhares de trabalhadores de mais de 50 países, que vieram para a Amazônia em busca de oportunidades durante o ciclo da borracha.

Sobre o nome da cidade, duas versões coexistem: uma lendária, que atribui a denominação ao “velho Pimentel”, lenhador que atendia embarcações na região; e outra, documentada, que aponta para a existência de um antigo porto militar, já referido em cartas de Marechal Rondon e Oswaldo Cruz como “Porto Velho”.

Antes da chegada dos desbravadores, estima-se que cerca de 7 mil indígenas Karipuna já habitavam a região. Hoje, a capital rondoniense é reconhecida por sua diversidade cultural, paisagens naturais e pelo legado histórico da EFMM.

As comemorações seguem até o dia 5, consolidando o aniversário de 111 anos como um marco de identidade e memória para moradores e visitantes.