O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, na última quinta-feira (11), a implantação do Parque Nacional Tanaru, em Rondônia. A decisão busca preservar a memória do indígena conhecido como “Índio do Buraco”, último remanescente de seu povo, falecido em 2022.
O plano, relatado pelo ministro Edson Fachin, estabelece que a área, com cerca de 8 mil hectares distribuídos entre quatro municípios rondonienses — Chupinguaia, Corumbiara, Parecis e Pimenteiras do Oeste — seja transformada em unidade de conservação integral.
Histórico de disputas e invasões
Após a morte do indígena, episódios de invasão ao território motivaram ações judiciais. Em 2023, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) chegou a registrar fazendeiros entrando na palhoça onde ele viveu isolado por quase três décadas.
O Ministério Público Federal (MPF) também recorreu à Justiça exigindo garantias de proteção socioambiental.
Quem foi o “Índio do Buraco”?
O indígena ganhou esse apelido por cavar grandes buracos nas casas de palha que construía. Apesar de viver isolado desde meados da década de 1990, relatos apontam que ele foi o último sobrevivente de uma comunidade massacrada em 1995.
Sua etnia e língua nunca foram identificadas.
Estrutura do plano
O Plano de Trabalho, construído em parceria entre a APIB e órgãos federais, prevê etapas detalhadas até a consolidação do parque.
A União deverá apresentar relatórios semestrais sobre o andamento do cronograma. Participaram das discussões o Ministério dos Povos Indígenas, o ICMBio, o Iphan e o Ministério dos Direitos Humanos.
Com a homologação, a Terra Indígena Tanaru passará a integrar oficialmente o conjunto de áreas de preservação nacional, servindo como símbolo da resistência e da memória dos povos indígenas isolados da Amazônia.
Com informações do Portal Amazônia*