Protesto de professores termina em confusão no prédio da Seduc em Porto Velho; veja vídeo

Redação Portal Norte

Um protesto de professores em greve marcou a manhã desta terça-feira (19) no Centro Político-Administrativo (CPA), em Porto Velho. O grupo tentou ocupar o prédio da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc) e foi contido por seguranças.

Vídeos feitos no local mostram manifestantes entoando palavras de ordem como “a Seduc é nossa”, em meio a empurra-empurra na entrada do prédio. Por alguns minutos, o fluxo de entrada e saída de funcionários foi interrompido.

O CPA abriga diversas secretarias estaduais e também o Gabinete do governador. A movimentação chamou atenção de quem passava pela área e gerou reforço policial no local.

De acordo com o sindicato da categoria, os professores pretendiam subir até os andares da Seduc para apresentar diretamente suas reivindicações.

O que dizem os professores

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) afirmou que o ato tinha caráter pacífico e criticou a forma como os manifestantes foram barrados.

“Respeitamos o trabalho dos policiais, mas não havia necessidade daquele volume. Os professores não são bandidos”, declarou a assessoria do sindicato.

Os professores estão em greve desde o início de agosto e cobram, entre outros pontos:

  • reajuste no auxílio-alimentação;
  • ampliação do auxílio-transporte;
  • aumento da gratificação por titulação;
  • realização de concurso público unificado;
  • equiparação salarial entre técnicos de níveis 1 e 2.

Resposta do governo

Procurado, o Governo de Rondônia informou que representantes da categoria foram recebidos em reunião com a Seduc ainda nesta terça-feira.

Em nota oficial, a secretaria afirmou que mantém diálogo com os professores e reforçou que busca soluções dentro das possibilidades orçamentárias do Estado.

“A Seduc reafirma seu respeito e reconhecimento aos profissionais da educação e informa que mantém diálogo permanente com a categoria, dentro dos limites legais e orçamentários, sempre com o compromisso de valorizar a classe e assegurar o direito de todos os estudantes rondonienses a uma educação pública de qualidade”, disse o comunicado.

Até a última atualização desta reportagem, o governo não havia respondido sobre a proporção do uso da força policial durante a manifestação.

Próximos passos da greve

O Sintero informou que deve avaliar em assembleia os rumos da mobilização, caso não haja avanço nas negociações. A greve já dura mais de duas semanas e tem afetado escolas da rede estadual em diferentes cidades de Rondônia.

O sindicato afirma que permanece aberto ao diálogo, mas condiciona o fim da paralisação a propostas concretas do governo em relação às pautas apresentadas.

Com informações do g1.