Uma dupla foi condenada a quase 50 anos de prisão pelo assassinato de Adilson Luiz Schmitiz, de 44 anos, morto com mais de 30 tiros em junho de 2024, em Vilhena (RO).
A execução aconteceu em plena luz do dia, em frente a um comércio, e foi registrada por câmeras de segurança (veja o vídeo acima).
As investigações apontaram que o crime foi encomendado por uma organização criminosa que atua na região e disputa o controle de territórios.
O julgamento aconteceu na quarta-feira (18), no Fórum de Vilhena. Os réus Márcio Augusto Jansons e Fernando Ramon Oliveira de Almeida foram condenados por homicídio qualificado, sendo que Fernando também foi sentenciado por integração em organização criminosa armada.
- Márcio Augusto Jansons: condenado a 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, com agravantes de motivo torpe, uso de arma de fogo de uso restrito e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
- Fernando Ramon Oliveira de Almeida: condenado a 27 anos e 4 meses de prisão – sendo 22 anos pelo homicídio duplamente qualificado e 5 anos e 4 meses por integrar organização criminosa. Ele também foi condenado a pagar uma multa de R$ 753,12.
A juíza que presidiu o Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade aos dois réus. A sentença foi lida após as 17h.
Crime foi registrada por câmeras
Adilson Luiz foi morto em frente a um estabelecimento comercial, no momento em que saía do local. Imagens mostram quando dois homens descem de um carro prata, cercam a vítima e atiram diversas vezes.
Após o crime, a polícia localizou o veículo utilizado na ação. Com o apoio das câmeras de segurança, o motorista foi identificado, preso e confessou participação, além de apontar o esconderijo dos outros envolvidos. No local, a polícia de Vilhena encontrou a dupla com uma arma de fogo.
Durante a investigação, os acusados negaram envolvimento e indicaram outros suspeitos, mas os jurados não aceitaram as teses da defesa e acataram integralmente a denúncia do Ministério Público.
Segundo a Polícia Militar, Adilson havia deixado o sistema prisional apenas um mês antes de ser executado.
A apuração da polícia civil e do MP apontou que a morte foi uma encomenda de uma facção criminosa em disputa territorial.