O governo da Venezuela determinou a prisão imediata de pessoas consideradas “traidoras” que teriam colaborado com a ação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro no último sábado (3).
O decreto entrou em vigor no mesmo dia da operação, mas teve seu conteúdo divulgado integralmente apenas nesta segunda-feira (5).
Decreto manda forças de segurança agir em todo o país
De acordo com o texto oficial, órgãos de polícia nacionais, estaduais e municipais foram instruídos a iniciar buscas em todo o território venezuelano para localizar e deter qualquer pessoa envolvida no apoio ou promoção do ataque norte-americano.
Os alvos deverão ser apresentados ao Ministério Público e ao sistema de Justiça Penal do país.
Governo classifica apoio aos EUA como crime grave
No documento, o governo venezuelano afirma que a colaboração com forças estrangeiras configura uma ameaça direta à soberania nacional. As autoridades classificam os envolvidos como responsáveis por facilitar uma ofensiva armada contra o território da República.
O decreto também afirma que os detidos deverão ser julgados com garantias legais, embora organizações internacionais acompanhem o caso com atenção.
Ataque dos EUA resultou na captura de Maduro e da esposa
Na madrugada de sábado (3), forças dos Estados Unidos realizaram ataques em diferentes regiões da Venezuela, incluindo Caracas. A operação culminou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
A ação foi confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou que o líder venezuelano era alvo prioritário das investigações conduzidas pelos EUA.
Acusações de narcoterrorismo motivaram ofensiva
Segundo o governo dos Estados Unidos, Maduro é apontado como líder do Cartel de los Soles, organização recentemente classificada como terrorista internacional. Ele responde a acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e associação criminosa.
As acusações já haviam sido formalizadas pela Justiça americana em anos anteriores.
Maduro está preso em Nova York
Após a captura, Maduro e Cilia Flores foram transferidos para os Estados Unidos. O presidente venezuelano encontra-se detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, unidade federal conhecida por abrigar presos de grande repercussão internacional.
Ele permanecerá sob custódia enquanto aguarda os próximos desdobramentos do processo judicial.
Clima de tensão política se intensifica na Venezuela
A ordem de prisão contra supostos colaboradores internos amplia o clima de tensão política e repressão no país. O decreto pode atingir militares, servidores públicos e civis suspeitos de cooperação com a operação estrangeira.
O caso segue repercutindo internacionalmente e deve gerar novos desdobramentos diplomáticos nos próximos dias.