Na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, visitando o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta terça-feira (9), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sustentou que sua posição de chegar à Presidência da República é irreversível.
“A candidatura é para valer, não é balão de ensaio e não tem volta”, afirmou.
O senador comentou sobre a reunião da última segunda-feira (8) com líderes partidários. Para ele, há um apoio visível
“Foi positiva. A minha relação com todos é boa, sendo uma conversa muito franca. O meu nome já traciona e vamos caminhar daqui para frente até o dia da vitória, sempre crescendo”, expressou.
Prisão Bolsonaro
Flávio Bolsonaro também comentou sobre a prisão do pai, dizendo que a defesa deve protocolar, ainda hoje, um novo pedido para que o Supremo Tribunal Federal (STF) conceda prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.
Na última semana, ele fez um relato sobre as condições de saúde e de confinamento do ex-presidente, pedindo pela medida.
“Ele está trancado em uma sala de doze por doze, na chave, o dia inteiro. Sai apenas por alguns minutos para caminhar, mas o espaço é muito pequeno, dá dez passos para um lado, dez para o outro e acabou”, relatou o senador.
O senador classificou a situação como “desumana”.
Anistia
Por fim, o filho mais velho de Bolsonaro afirmou que o relator do Projeto de Lei da anistia na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), está “interditando” o debate sobre o tema no Congresso.
Ontem, o parlamentar disse que o texto não prevê, em nenhuma hipótese, o benefício ao ex-presidente.
“Meu texto contempla o Bolsonaro, só não resolve o problema dele. Só para ter uma ideia, a redução dele, no meu texto, cai de 27 anos e 3 meses para 2 anos e 4 meses. Quer benefício maior que esse?”, explicou.