Um dia depois de ser confirmado como o nome do PL para disputar a Presidência da República em 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, neste sábado (6), que começa oficialmente a articular sua pré-campanha.
A indicação foi feita pelo pai, Jair Bolsonaro, que segue preso na sede da Polícia Federal em Brasília.
“Aprovar a anistia ainda este ano”, diz Flávio
Nas redes sociais, o senador afirmou que sua primeira bandeira será pedir às lideranças de oposição ao governo Lula que aprovem, ainda este ano, a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. Segundo ele, o gesto seria essencial para unir forças da direita.
Flávio declarou que recebe a missão com “grande responsabilidade” e reforçou a importância política do pai, a quem classificou como uma das principais lideranças do país.
Em seu pronunciamento digital, adotou tom crítico ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e recorreu ao discurso religioso que marca a base bolsonarista.
Direita se divide após anúncio
A escolha do senador provocou reações imediatas nas redes sociais. Enquanto apoiadores mais alinhados ao ex-presidente celebraram a decisão, parte do grupo ligado ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), demonstrou insatisfação.
A disputa interna expôs um novo racha dentro da direita.
Para aliados de Jair Bolsonaro, Flávio possui perfil mais moderado e maior facilidade de diálogo com outras siglas, além de contar com palanques importantes, como Tarcísio e Cláudio Castro (PL-RJ).
A expectativa é que o senador intensifique viagens e agendas regionais para ampliar sua visibilidade nacional nos próximos meses.
Movimentação no cenário político
Com a oficialização de Flávio, o PL reorganiza sua estratégia para 2026, enquanto o PT ainda discute a manutenção da chapa Lula-Alckmin. O movimento promete acirrar o debate político nos próximos meses.