A disputa pela vaga do Quinto Constitucional da OAB-AM no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) movimenta o interior do estado.
Pela primeira vez, o Amazonas pode ter uma desembargadora indicada pela advocacia, e quem desponta como candidata é a advogada e juíza eleitoral Giselle Falcone Medina, que iniciou uma agenda de visitas em municípios estratégicos.
Na última quarta-feira (12), Giselle esteve em Tefé, onde se reuniu com advogados e advogadas para ouvir demandas da categoria. Anteriormente, ela também havia visitado Coari.
Trajetória consolidada na advocacia e na Justiça Eleitoral
Com mais de 25 anos de atuação, Giselle Falcone é juíza titular do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), ocupando a vaga da classe dos advogados.
Ela é reconhecida no meio jurídico pela capacidade de articulação, postura empática e atuação próxima aos profissionais que representa.
Além da carreira na advocacia privada, a candidata já exerceu funções estratégicas, como:
- Conselheira da OAB-AM
- Diretora da Escola Judiciária Eleitoral do Amazonas
- Assessora jurídica da Procuradoria Geral do Estado (PGE-AM)
- Ouvidora Eleitoral do TRE-AM (mandato até 2026)
Protagonismo feminino e marco histórico no Amazonas
A trajetória de Giselle é marcada por feitos inéditos. Em 2019, ela foi escolhida pelo então presidente Michel Temer para ocupar a vaga de desembargadora eleitoral do TRE-AM na classe dos advogados, tornando-se a primeira mulher a assumir o posto desde a redemocratização.
Dois anos depois, em 2021, recebeu a Medalha Ruy Araújo, concedida pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), após indicação do deputado Wilker Barreto, em reconhecimento ao seu destaque como jurista.
Em 2024, Giselle voltou a integrar o pleno do TRE-AM, desta vez nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Consulta do Quinto Constitucional já tem data definida
A escolha da lista sêxtupla da OAB-AM começa pela consulta direta à advocacia, marcada para 19 de dezembro de 2025, das 9h às 17h, em local a ser definido pelo Conselho Seccional.
Neste ano, a OAB-AM adota um marco importante: paridade de gênero. A lista será formada, obrigatoriamente, por três mulheres e três homens, garantindo equilíbrio e fortalecendo a representatividade feminina.