O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (9) a aposentadoria antecipada do Supremo Tribunal Federal (STF), deixando a Corte após 12 anos e três meses.
A saída, que estava prevista apenas para 2033, quando completaria 75 anos, já vinha sendo sinalizada pelo magistrado em eventos públicos.
Barroso explica motivos para aposentadoria
Em declaração recente, Barroso afirmou que, apesar da importância do STF, considera explorar novos rumos na vida pública:
“Estou há 12 anos e mais de três meses e posso ficar ainda mais oito anos. É muito difícil deixar o Supremo, que é, para quem gosta do Brasil, um espaço relevante. Mas há outros espaços importantes na vida brasileira, de modo que estou considerando todas as possibilidades, inclusive a de ficar.”
O anúncio oficial da aposentadoria intensifica as articulações sobre a sucessão na Corte e coloca o governo e o Congresso em alerta.
Cotados para a vaga de Barroso
Nos bastidores, quatro nomes despontam como favoritos para ocupar a cadeira de Barroso:
- Jorge Messias: Advogado-Geral da União, 45 anos, com perfil técnico e político alinhado ao governo de Lula. Caso seja indicado, poderia permanecer na Corte por décadas.
- Rodrigo Pacheco: Senador (PSD-MG) e ex-presidente do Senado, aliado de ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Sua indicação pode depender de sua possível candidatura ao governo de Minas em 2026.
- Bruno Dantas: Ministro do Tribunal de Contas da União, com bom trânsito político e proximidade com o Planalto.
- Vinícius Carvalho: Ministro da Controladoria-Geral da União, conhecido por sua atuação em temas de integridade pública.