Silas Câmara desmente afastamento e nega convite para coordenar campanha de Omar Aziz

Redação Portal Norte

O deputado federal Silas Câmara (Republicanos) divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira (8) para desmentir rumores sobre um possível afastamento de seu mandato na Câmara dos Deputados.

A declaração foi uma resposta às publicações de veículos de comunicação e especulações em bastidores políticos que apontavam que o parlamentar poderia se licenciar por três meses para atuar em coordenação de campanha eleitoral.

“Nas últimas horas, alguns veículos de comunicação têm publicado informações que não refletem qualquer manifestação oficial da minha parte”, afirmou Silas.

Ele destacou ainda que não há decisão formal ou comunicação à imprensa sobre afastamento do mandato, tampouco diálogo envolvendo coordenação de campanhas políticas.

“As decisões que envolvem o exercício do meu mandato serão tomadas no tempo certo e com a devida responsabilidade, sempre orientadas pela fé, pela coerência e pelo compromisso que tenho com o povo do Amazonas”, completou.

Fake news sobre licença e bastidores políticos

As especulações começaram após informações de bastidores indicarem que Silas Câmara poderia se licenciar do cargo em 2026 para se dedicar à possível campanha do senador Omar Aziz (PSD), cotado para disputar o governo do Amazonas.

A eventual licença abriria espaço para que o vereador João Carlos (Republicanos), primeiro suplente da legenda nas eleições de 2022, assumisse temporariamente uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Nos bastidores, a movimentação foi interpretada como uma estratégia de fortalecimento do Republicanos na bancada federal amazonense e nas eleições municipais de 2026.

No entanto, o deputado negou qualquer articulação política nesse sentido e reafirmou que segue atuando normalmente em Brasília.

Efeitos de uma possível licença

Especialistas em direito eleitoral explicam que o Regimento Interno da Câmara dos Deputados prevê diferentes modalidades de licença para parlamentares, inclusive para tratar de interesse particular — que pode ser utilizada em casos de atuação em campanhas eleitorais.

Segundo a advogada Denise Coelho, o artigo 235 do regimento estabelece que o deputado pode solicitar afastamento sem remuneração por até 120 dias por sessão legislativa, desde que justifique o motivo e siga os trâmites formais, como requerimento, leitura em plenário e aprovação pelo presidente da Casa.

Ainda conforme a especialista, licenças superiores a esse período exigem a convocação do suplente, garantindo a continuidade da representação do partido na Câmara.

Apesar de o rito ser comum em períodos pré-eleitorais, nenhum pedido formal foi protocolado por Silas Câmara até o momento.

Deputado reafirma compromisso com o mandato

Na nota, o deputado amazonense reforçou que segue exercendo plenamente o mandato e classificou as especulações como interpretações sem fundamento.

“Não procedem, portanto, especulações ou interpretações que não tenham origem direta em mim. Sigo exercendo plenamente o mandato que recebi das urnas, com serenidade e consciência do papel que desempenho”, destacou.

Silas encerrou o comunicado agradecendo o apoio dos eleitores e afirmou que continuará atuando com “fé, coerência e responsabilidade” em defesa do Amazonas.