Ao som de palavras de ordem e elevação de bandeiras, manifestantes de todas as idades lotaram a Praça das Águas, no Centro de Boa Vista, para protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, conhecida como “PEC da Blindagem”, na noite de domingo (21).
Os manifestantes exigiriam a derrubada da medida no Senado Federal e também são contra a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Movimentos de esquerda, como Unidade Popular pelo Socialismo, MST e Levante Popular da Juventude, protestavam contra a PEC da Blindagem com frases como: “Não aceito não, a PEC da blindagem só é boa para ladrão”.
Em seguida, usaram uma caixa de som no centro da praça para iniciar os pronunciamentos.
“Queremos nos posicionar contra a PEC da Blindagem e da anistia porque o nosso povo não aceita mais isso: um Congresso que está apto a passar por cima do povo brasileiro”, disse uma manifestante que não quis se identificar.
Desse modo, o presidente do Conselho da Juventude de Roraima, Yano Rodrigues, criticou os parlamentares do estado e afirmou que os partidos de esquerda priorizam manter o poder em vez de defender os interesses da população.
“Eu duvido que os presidentes dos partidos de esquerda nos apoiem. Eles preferem fazer manutenção do poder na Assembleia Legislativa. E fazem com que agora a gente peça o mínimo de dignidade”, disse.
Contudo, a PEC, foi aprovada na Câmara dos Deputados por 344 votos favoráveis a 133 contrários no Congresso Nacional e segue para o Senado.
Ademais, em Roraima, o cenário se desenhou da seguinte forma:
Votaram ‘sim’:
- Albuquerque (Republicanos);
- Defensor Stelio Dener (Republicanos);
- Duda Ramos (MDB);
- Gabriel Mota (Republicamos);
- Helena Lima (MDB);
- Nicoletti (União);
- Pastor Diniz (União).
Votou ‘não’:
- Zé Haroldo Cathedral (PSD).
Sobre a PEC
A PEC da Blindagem, que impede ações criminais contra deputados e senadores sem autorização do Parlamento, pode favorecer a corrupção em emendas parlamentares. O alerta vem sendo feito por especialistas e organizações que trabalham com o combate à corrupção.
Além disso, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) afirmou que a PEC aumenta a impunidade e reduz a transparência ao permitir voto secreto em casos de responsabilização de parlamentares.
Texto: Izaías Godinho